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Liani Machado da Silva

Psicologia

RESPEITO AS DIFERENÇAS

Para Thompson (2004), pertencer ao grupo social permite ao indivíduo viver suas semelhanças, identificando-se no outro e, com este, naquilo que o faz um ser social, permitindo, contudo, que suas marcas próprias possam se manifestar, a fim de que possa ser reconhecido como único e diferente dos demais.

Nunca se falou tanto na importância de superar barreiras, vencer preconceitos, conviver com diferenças e incluir pessoas. Na natureza e na sociedade convivemos com diferenças.

Para tanto a sociedade, a família e a escola necessitam de preparação e capacitação para lidar com as diferenças. É um desafio a ser pensado, enfrentado e modificado a cada dia. Necessitamos e merecemos respeito, acolhimento, valorização e admiração.

Os professores de Redação, do 3º ano do Ensino Médio da Escola de Educação Básica da URI  Erechim buscam estratégias e metodologias diferentes para construir alunos, seres humanos melhores. Através da convivência e troca de experiências com o outro, alunos, redigiram artigos com a temática, Respeito ás Diferenças.

O atraso para a evolução

A problemática do preconceito para com a mulher em ambientes de trabalho predominantemente masculino ainda me preocupa. Infelizmente, os ignorantes continuam acreditando que a mulher não pode realizar determinadas tarefas, classificadas, erroneamente, como sendo somente para homens.

O artigo 3º da Constituição Brasileira diz ser errada toda e qualquer forma de discriminação. Todos temos o direito de ir e vir, escolhendo ser quem quisermos e seguir a profissão que desejarmos. Já tivemos muitas conquistas desde os tempos antigos, quando a única função da mulher era cuidar da família e da casa. Porém, ainda temos muitos desafios. É evidente que a mulher tem menos chances no mercado de trabalho, dependendo da função e, apesar de comum, na minha opinião isso é inadmissível.

Fico impressiona com a falta de bom senso de quem pratica tal preconceito e ao mesmo tempo diz viver em uma “sociedade evoluída”. Conheço mulheres que estudam em ambientes onde há predomínio de homens e, diariamente, escutam comentários preconceituosos, vindos de pessoas que dizem ter alto nível de conhecimento.

As mulheres não são iguais. Não é estranho seguir diferentes caminhos. Estranho seria se todas pensassem da mesma forma e optassem pela mesma profissão. Os preconceituosos deveriam preocupar-se com a singularidade diante de um mundo que clama por avanços, e não com a diversidade, que é o combustível para a evolução.

Eduarda Rech de Souza – aluna do 3º ano Ensino Médio da Escola de Educação Básica da Uri Erechim

 

Crianças ou miniaturas?

Segundo Weber, a dominação burocrática, decorrente do processo de racionalização da espécie humana, é responsável por realizar a universalização de procedimentos, ou seja, por assegurar a igualdade de todos perante a lei.

Teoricamente, a ideia de equidade é incrível, mas na prática, utópica: leis julgam atos, e não ideologias, pensamentos ou ensinamentos!

Quando era criança, eu não possuía uma aparência do estilo “comercial de televisão”. Era magra, alta (de uma maneira que sempre me destaca em meio aos demais), usava óculos ”fundo de garrafa” e nunca tive muitos amigos. Por isso recebia apelidos, era motivo de risadas.

Posso afirmar com toda a certeza que não tive uma infância menos feliz, por esse fato. Na verdade, nunca me preocupei em seguir os padrões que a sociedade impunha. Sempre tive o amor de meus pais, seus ensinamentos, e isso bastava. Quando algo me chateava, pensava que os pais daquelas crianças não haviam ensinado a elas sobre as diferenças.

Hoje, uns 10 anos depois, o cenário atual fez-me refletir sobre a importância de compartilhar minha experiência. A tecnologia tem feito com que as crianças tenham acesso ao mundo digital e conseqüentemente, aos padrões de beleza, cada vez mais cedo. Elas ficam à margem do que vêem, do que lhes é imposto. A vida profissional e o concorrido mercado de trabalho exigem dos pais mais dedicação e muitas vezes, até mesmo os filhos ficam para segundo plano.

Vale lembrar, que na infância somos miniaturas do que nossos pais pensam, e para que cresçamos sabendo respeitar o diferente, é necessário que nos ensinem desde cedo. Pais presentes são a única maneira de evitar filhos desrespeitosos.

Priscila Rosset Rech – aluna 3º ano Ensino Médio da Escola de Educação Básica da URI Erechim.

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