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José Adelar Ody

A incoerência do ex-prefeito!

 

Erechim e o Alto Uruguai ressentem-se

de um deputado federal.

Os últimos foram Arno Magarinos e

Waldomiro Fioravante.

O que ambos contribuíram para a cidade

e região são outros quinhentos.

Vem eleição, passa eleição e a choradeira

é sempre a mesma:

“não temos força política.

Não elegemos ninguém.

Os votos se dispersaram…”.

O ex-prefeito Paulo Alfredo Polis tem dito o óbvio a quem quer

ouvir: “a região precisa se mobilizar.

E nem precisa ser eu (Polis), mas temos que ter

um deputado federal…”, tem dito.

E é certo.

E não é de hoje.

Mas o ex-prefeito de Erechim faz questão

de acrescentar ao “não precisa ser eu” que

o seu nome está sim à disposição.

Então o fato é que ficamos assim: Erechim e

o Alto Uruguai não tem em Brasília, e faz tempo,

um nome genuinamente identificado

com a mesma.

As emendas parlamentares que gotejam aqui ou ali em municípios quase agonizantes,

tiram da UTI administrativa prefeitos e os submetem ao servilismo vocacionado

por uma prática que se incrustou nas administrações municipais como um câncer sem volta

e que só faz avançar.

E cá para nós. É assim aqui, ali, lá…enfim, no Brasil inteiro.

A cruzada encetada por Paulo Polis desde quando deixou o PT para ingressar no PMDB,

tem razões sobejamente justificadas.

Acabar com a secura em Brasília, que há anos nos torra a geografia por falta de identidade,

e a paciência,

por falta de ações mais expressivas.

Como acabar com isso? Talvez, talvez – porque também não é garantia garantida –

elegendo um aultouruguaiense.

Mas o empresário Jaci José De Lazzari, que de cego não tem nada,

faz uma observação interessante ao flagrar no intento do ex-prefeito

uma mudança radical de olhar sobre o tema. Ainda mais considerando a determinação do ex-prefeito

ao se debruçar agora sobre o tema.

Observa De Lazzari ver uma… “certa incoerência do ex-prefeito.

Por que o ex-prefeito não fez isso nas eleições passadas?”– questiona.

A região tinha um nome identificado com o Alto Uruguai,

e que é daqui, ao referir-se a Ivar Pavan. “Além do mais era do partido do ex-prefeito”.

Ivar Pavan (PT) como se sabe, concorreu a deputado federal em 2014,

mas o então ex-prefeito de Erechim Paulo Polis, ainda no PT, apoiou outro nome,

e do seu partido à época, cujas raízes mais profundas identificam-se com o solo canoense.

Se Paulo Polis mudou seu entendimento porque trocou de partido,

é uma explicação que até se justifica.

Mas e a tese do Alto Uruguai olhar para políticos do Alto Uruguai,

por que não foi encampada pelo político e ex-prefeito em 2014… se havia um candidato,

e do seu partido,

concorrendo e defendendo já àquela época

exatamente o mesmo pensamento que o ex-prefeito, acertadamente, defende agora!

Na política nada é por acaso.

Nem os fatos.

Nem as intenções.

Nem os sonhos.

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