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Vereadores destacam o não cumprimento da Lei das Licitações junto as farmácias controladas pelo município

Durante os dias que anteciparam as programações de Natal, os vereadores Leandro Basso, Claudemir de Araújo, Luiz de Brito e Eni Scandolara estiveram visitando a Farmácia Popular e a Farmácia de Medicamentos Controlados, a fim de averiguar a atual situação junto às mesmas, rotina que têm mantido junto aos seus mandatos. Na oportunidade estiveram verificando, em […]

Por: ASSECOM – Poder Legislativo
Fotos: ASSECOM – Poder Legislativo

Durante os dias que anteciparam as programações de Natal, os vereadores Leandro Basso, Claudemir de Araújo, Luiz de Brito e Eni Scandolara estiveram visitando a Farmácia Popular e a Farmácia de Medicamentos Controlados, a fim de averiguar a atual situação junto às mesmas, rotina que têm mantido junto aos seus mandatos. Na oportunidade estiveram verificando, em ambos os estabelecimentos, fatores como o atendimento e a existência dos medicamentos que estão disponíveis à comunidade.

Parlamentares ressaltam que a preocupação principal que os levaram até os locais é quanto a Farmácia Popular que hoje gera um alto custo aos cofres públicos, ou seja: um farmacêutico gerente no valor de R$ 5.209,70; um farmacêutico co-responsável no valor de R$ 5.209,70; cinco auxiliares de gestão no valor total de R$ 10.116,30; uma assistente de gestão no valor de R$ 3.111,78 e um auxiliar de serviços gerais no valor de R$ 1.500,00, perfazendo um total mensal de R$ 25.147,48. “Dados são comprovados de acordo com documentação onde consta a data de abertura da empresa no dia 23 de maio de 2014 e a assinatura do contrato em 03 de junho de 2014”, pontuam.

Os parlamentares pontuam que a situação, ora levantada, também preocupa pelo fato de que o contrato foi renovado novamente com dispensa de licitação. Ação esta que, conforme eles, está ferindo a Lei de número 8.666 de 21 de junho de 1993, que regulamenta o art. 37, inciso XXI, da Constituição Federal, que institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências que aponta o seguinte: “Art. 24: É dispensável a licitação – IV nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos”.

Os quatro vereadores lamentam, também, o fato de que, enquanto a Farmácia Popular dispõe de dois farmacêuticos, a Farmácia de Medicamentos Controlados dispõe de apenas um farmacêutico para o controle de todos os medicamentos junto ao local e os que são enviados para as UBS´s. “Antes da Global Serviços, a Farmácia de Medicamentos Controlados era administrado pela OCIP, ou seja, a mesma empresa que administrava o Estacionamento Rotativo do município, ou diga-se, área azul”, argumentam.“Esta é uma realidade que muito nos preocupa como parlamentares, pois sabemos que o medicamento é um fator importante no restabelecimento da saúde do cidadão que necessita do mesmo, o que aumenta, ainda mais, a nossa preocupação, pois são constantes as vezes que não foi respeitada a legislação vigente”, concluem.

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