Dia Mundial da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla
Saiba um pouco mais sobre a doença que atinge milhares de brasileiros ao ano
Embora seja relativamente rara, com menos de 150 mil casos por ano no Brasil, a Esclerose Múltipla requer atenção especial, tanto por parte de profissionais da saúde como também das famílias. Por isso, assim como outras doenças, a esclerose múltipla tem um dia específico para que a população mundial se conscientize sobre o problema: 30 de maio. Isso porque o tratamento pode ajudar, principalmente quando multiprofissionais são envolvidos (médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros) proporcionando uma melhor qualidade de vida.
Esclerose Múltipla (EM) é uma doença crônica autoimune e inflamatória que compromete a bainha de gordura (mielina) que envolve parte da célula nervosa central.
Embora todas as etnias sejam comprometidas, mulheres brancas são as mais afetadas, entre 20 a 40 anos. A origem da EM não é clara, entretanto, causas genéticas ou ambientais devem estar envolvidas.
Tipicamente, a doença apresenta um curso de crise de sintomas, alternando por períodos de melhora. Os locais do sistema nervoso central mais envolvidos por essa desmielinização são: a substância branca do cérebro, os nervos óticos, cerebelo, tronco cerebral e medula espinhal.
A forma mais comum de apresentação é a de episódios de sinais e sintomas alternando-se com episódios de remissão que correspondem a 85% dos casos. Existem outras formas de apresentação que são menos frequentes, com curso diverso. Os sinais e sintomas observados na EM são distúrbios da sensibilidade, como formigamentos, dores em pontadas e sensações dolorosas desagradáveis. Fraqueza muscular, espasticidade e alterações dos reflexos são também observados.
Distúrbios visuais frequentemente em um só olho, com diminuição ou perda da visão, dores oculares e visão dupla também podem ocorrer, assim como tonturas, vertigens, desequilíbrio na marcha e alterações na articulação das palavras. Mas também podem surgir humor deprimido, déficit na memória e concentração, além de alterações emocionais, dentro do quadro psicológico associado.
O diagnóstico é clínico, complementado com exames laboratoriais e de imagem. Em relação ao tratamento não há uma cura definitiva. É indicado fármacos que modificam a evolução da doença, diminuindo as recaídas, melhorando a qualidade de vida. É aconselhado, ainda, a fisioterapia, a terapia ocupacional, fonoaudiologia e o aconselhamento para a gravidez.