Cigarrinha do milho: uso de biológicos pode ajudar a reduzir efeito da praga
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O aumento da população da cigarrinha é um problema que tem atingido boa parte das lavouras de milho do país, de acordo com o especialista Paulo Roberto Garollo. Segundo ele, o inseto vem se adaptando e modificando alguns hábitos.
O controle podia ser feito com eficiência até o pé de milho atingir dez folhas. Agora, por conta desse aumento populacional, a cigarrinha tem permanecido na planta enquanto há alimento. Por isso, a orientação é expandir o período de manejo.
“Se o produtor perceber que continua tendo populações altas da praga, ele precisa fazer manejo de novo. E a minha sugestão é que entre neste momento usando produtos biológicos. Eles não oferecem impacto no ambiente, então, ecologicamente falando, ele é muito melhor e, neste momento, não tem pressa em tempo de matar a praga mas sim precisa ter eficiência na morte da praga. Se ele trabalhar só com biológicos, que vai levar 48 horas para paralisar a praga mas, neste momento independente dele transmitir a doença ou não, para a planta já não tem mais efeito. O que ele precisa é não deixar aumentar a população. O biológico, na minha visão, é uma recomendação extremamente interessante, no pós-florescimento, depois que polinizou e cruzam já entra com a aplicação do biológico, no mínimo duas aplicações. Isso vai ajudar muito a diminuir esse efeito da continuidade da praga”, indica o engenheiro agrônomo especialista na cultura de milho.