Papel da comunidade na prevenção do su1cídi0
Saiba como auxiliar quem necessita de ajuda no mês da prevenção e da conscientização contra o su1cídi0
O mês de setembro é considerado o mês mundial da prevenção e da conscientização contra o suicídio, também chamado de “setembro amarelo”, sendo marcado pela cor que simboliza a vida e a esperança. Essa campanha, que teve início no Brasil em 2015, desempenha um papel vital na quebra do estigma que envolve a conversa sobre saúde mental e disponibiliza maiores recursos para aqueles que estão em sofrimento. Tal campanha capacita a comunidade a reconhecer quando alguém está em perigo, além de direcionar meios de ajuda às vítimas. Conforme pesquisas feitas em 2017, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio é a 15ª causa de mortalidade da população mundial. Além disso, o estudo demonstrou que entre os jovens de 15 a 29 anos, é a segunda principal causa de morte. Então, é fato que a prevenção desses óbitos é essencial e que deve ser discutida, a fim de evitar tais eventos fatais.
Primeiramente, conforme a OMS, informa-se alguns sinais de alerta que indicam pensamentos suicidas, como: preocupação com a sua própria morte ou falta de esperança, expressão de ideias ou de intenções suicidas, diminuição ou ausência de autocuidado, mudanças na alimentação e em hábitos de sono, uso abusivo de drogas/álcool, alterações nos níveis de atividade ou de humor, crescente isolamento de amigos/família, diminuição do rendimento na escola ou no trabalho, autoagressão e relutância em participar de atividades que anteriormente eram apreciadas. Além disso, é necessário voltar a atenção aos indivíduos que possuam doenças crônicas debilitantes, que sofreram perdas recentes, que possuem histórico familiar de suicídio e de doenças psicológicas e que tiveram eventos traumáticos na infância e na adolescência (como abusos físicos, psicológicos ou sexuais, bullying, agressões, relacionamentos problemáticos na família, rejeições e perdas de familiares próximos), já que tais grupos estão mais suscetíveis a desenvolverem pensamentos negativos e consequentemente suicidas.
Após identificado algum dos fatores acima, ou mais de um, é necessário a intervenção de várias frentes, incluindo o apoio emocional e o acesso a cuidados da saúde mental. É fundamental encaminhar o indivíduo para uma avaliação psiquiátrica, pois o médico poderá tratar adequadamente o transtorno mental, possível fator para o comportamento suicida, além de investigar corretamente o histórico familiar e pessoal do paciente. Em segundo plano, nessa situação, aconselhe e converse com a pessoa que necessita de cuidados e recomende o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial, que oferece de maneira gratuita o atendimento psicológico) ou psicólogos de redes particulares. Lembrando que o apoio emocional é essencial ao indivíduo em seus momentos difíceis. Após essa etapa, com o tratamento da doença mental e da cessação da ideia suicida por meio da intervenção médica e do apoio emocional, o indivíduo pode ter de volta a qualidade de vida.
Caso seja você a perceber esse comportamento em si, não hesite em passar por uma avaliação psiquiátrica e buscar ajuda psicológica ou entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) através do número 188 (atendimento psicológico que funciona 24h por dia, de forma anônima e gratuita). Profissionais qualificados podem orientá-lo a compreender que o suicídio não é a solução para seus problemas e que existem caminhos alternativos para superar as dificuldades que você enfrenta. Lembre-se de que os desafios fazem parte da jornada da vida e que a ajuda está disponível para que você encontre significado e esperança, nunca deixando o suicídio ser considerado como uma opção válida.