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Histórias da Realeza: Conheça a História de Kátia Franklin da Silva, Rainha da IV Frinape

Rainhas da Frinape: Conheça as mulheres que fazem parte da história de Erechim

Por: Da Redação
Fotos: Arquivo Pessoal/Kátia Franklin da Silva

Em 1966, Erechim recebia a primeira edição da Frinape, Feira criada com o objetivo de potencializar a economia regional, e que ao longo dos anos conquistou o coração dos erechinenses, se tornando símbolo da cidade. A Feira traz indústria, comércio, serviços, agropecuária, tecnologia e entretenimento, mas o que encanta desde a criança mais nova até a geração mais antiga são as rainhas que já passaram por lá. Toda edição uma nova jovem é eternizada na memória de quem passa pela feira. Seja pela beleza ou pelo carisma, elas sempre são lembradas.

Em 1984, Kátia Franklin da Silva recebia o convite para se tornar a Rainha da IV edição da Frinape. Diante de um baque na economia daquele ano, Kátia conta que realizar a feira foi um desafio e que se sentiu honrada em receber a confiança da comunidade. “Naquele ano, fizemos um trabalho desafiador. Viajamos muito para divulgar o evento, nos engajamos em uma equipe de trabalho que buscava alcançar e encantar as pessoas, para que novamente acreditassem na força econômica da região norte, que é a região de Erechim”, conta.

“Eu tive muito apoio dos meus pais na época e, além da honra de representar Erechim, aceitei ser Rainha da Frinape porque sabia que a feira iria me proporcionar momentos de aprendizado e enrequecimento de relações sociais e culturais”, complementa Kátia.

E em meio a todo trabalho dedicado a feira, Kátia se recorda do carinho recebido da população, especialmente das crianças. “As crianças foram uma das coisas que mais me marcaram. Em um determinado dia da feira uma menina se perdeu e pediu para que chamassem a rainha, porque a rainha era amiga dela. Eu fiquei com ela até que os pais fossem encontrados. A imagem da rainha é realmente essa pessoa protetora e encantada”, relembra.

“Essa menina me marcou, e mais tarde ela se tornou minha aluna. Hoje é uma das minhas amigas. Esse foi um dos laços que a feira me proporcionou”, conta Kátia.

Hoje, professora aposentada e morando na Paraíba, Kátia reflete que a experiência lhe ofereceu momentos de amadurecimento e coragem para lidar com as dificuldades. “Ter sido rainha balizou muitas das minhas atitudes na vida, me tornou uma pessoa mais gentil e me ensinou a ter perseverança em situações delicadas, a ter força e a saber que tem meios de contornar situações difíceis, tirar proveito delas e progredir para que as coisas sigam um caminho, se não o melhor, pelo menos um que supere os obstáculos”, reflete.

“Ser Rainha da Frinape, para mim, vai muito além da beleza. O que importa são os laços que a gente cria, o exemplo que a gente fornece e pela segurança que a gente passa, seja pela bondade ou pelos atos corretos”, finaliza.

As princesas daquele ano foram Denise Zanardo, Nara Taísa Mocva, Sônia Faitão, Célia Schuchmann e Lia Paula Porscher.

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