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Religião

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Rezar com nossas obrigações!

Toda relação necessita de vínculos, de reciprocidade que carrega obrigações.

Por: Pe. Maicon A. Malacarne

O evangelho de hoje, na continuidade do que estamos refletindo e rezando nesses dias, sugere a particularidade da obrigação de responder ao amor: «isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros» (Jo 15,12-17). A expressão «ordeno», em algumas traduções «mando», ou, «obrigo», pode causar alguma estranheza.

Certa noção de liberdade, cujo significado é «fazer tudo o que quero e o que tenho vontade, na hora que quero e que tenho vontade» não consegue alcançar o significado de uma obrigação porque parece atrapalhar essa «vida livre». A verdade é o contrário! Essa liberdade produz mais escravidão – escravos de impulsos, de desejos, de ambições – que transformam as relações em instrumentos da «minha liberdade». Tudo é reduzido ao «basta-me a mim mesmo» que não tem lugar para «ordens».

No entanto, todo amor verdadeiro é fruto de uma relação (como os ramos estão ligados a videira). Toda relação necessita de vínculos, de reciprocidade que carrega obrigações. Isso não é um limitador do amor, mas a sua expansão, a sua potência, porque é a verdadeira vocação humana! Pensemos, por exemplo, em um casal! Se há amor, há obrigações que devem ser levadas à cabo e que significam renúncias, exigem diálogos e podem gerar tensões e contradições. Permanecer significa amadurecer o amor e não o reduzir as «minhas vontades».

O egoísmo pode parecer bom por um momento, mas, em certa altura, não responde mais ao equilíbrio da vida. A liberdade é sempre um caminho, com altos e baixos, para ser aquilo que somos: amados e gerados para o amor, com as suas obrigações, a fim de sermos, de verdade, livres!

Pe. Maicon A. Malacarne

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