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Pelos frutos!

“Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo”, continua o ensinamento de Jesus

Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

“Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo”, continua o ensinamento de Jesus, ao indicar a necessária atenção com os “falsos profetas” (Mt 7, 15-20). De fato, a verdade e a mentira podem ser reconhecidas “pelos frutos”, pelas vida de cada dia e não por atos isolados.

Mais uma vez, não estamos diante de uma ameaça de Jesus. É verdade que muitos pregadores preferem o terrorismo: o fogo, o inferno, o medo, o susto. A expressão “toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo” diz respeito a uma escolha. Eu sou livre para não produzir frutos! Eu sou livre para a ruptura da relação! Eu sou livre para escolher a estrada mais distante do amor! A consequência do não-amor é a secura, é o desespero, é o egoísmo, porque o não-amor está sempre na contramão da nossa vocação humana. Trata-se do risco de negar-se, de mascarar a identidade, e o “fogo” é a possibilidade real de “queimar” quem realmente somos!

Uma vida de bons frutos ou maus frutos não pode ser conhecida rapidamente. É importante a atenção para não categorizarmos pelas aparências, pela primeira impressão. Atenção também merece os grandes movimentos que reunem multidões com discursos faustosos, de muitos acenos a Deus e com uma ortodoxia quase inquestionável. Aparência e lábia não bastam para “conhecer os frutos”. O evangelho é mais exigente!

Santa Teresa de Ávila, Doutora da Igreja, na 5ª morada do “Castelo interior”, ensinava as suas irmãs: “O Senhor quer obras. Quer, por exemplo, que se virdes uma doente a quem podeis aliviar, deixeis de lado as vossas devoções para lhe dar assistência, e que lhe testemunheis compaixão, que o seu sofrimento seja o vosso, e que, se necessário, jejueis para que ela tenha o alimento necessário. E tudo isto não tanto por amor dela, mas porque é essa a vontade do nosso Mestre. Eis a verdadeira união com a sua vontade”.

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