A força vital da fé: dom de Deus para o mundo!
Confira
Estamos no coração no ensinamento de Jesus sobre a misericórdia do Pai (Lc 17,5-10). O evangelho deste domingo inicia com a pergunta dos apóstolos: “Aumenta a nossa fé”. O discípulo é o seguidor de Jesus que é chamado a “aprender”, a acolher o ensinamento do Mestre. O apóstolo recebe a missão de levar ao mundo essa mensagem. O apóstolo é um discípulo enviado a anunciar a boa notícia de Jesus.
O pedido por “aumentar a fé” indica que a fé não é um conjunto de conteúdos e fórmulas bem-organizadas. A fé é um movimento vital, uma força impetuosa, uma experiência verdadeira de Jesus Cristo. “Aumentar a fé” é acolher a profundidade do evangelho e ter a ousadia de traduzi-lo no espaço e no tempo. Para isso, o apóstolo precisa compreender que não é ele o dono da fé e das verdades, não é o apóstolo a fonte de tudo. O apóstolo é um instrumento de Deus. O apóstolo vai compreendendo, passo por passo, que antes de tudo há um amor primeiro, e que o apostolado não é um ato de heroísmo, senão uma resposta, uma pequena resposta ao Amor.
Essa força vital da fé é ilustrada por Jesus a partir da imagem da semente de mostarda: “se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda”. A pequena semente parece insignificante, sem sentido, mas no seu interior há uma potência invisível, uma força, um movimento transformador. O apóstolo é aquele que descobriu a graça interior de ser chamado e enviado, não porque é a pessoa mais sábia e preparada, mas porque compreendeu (e está sempre compreendendo) que habita nele uma força maior.
A conclusão do evangelho indica que toda missão do apóstolo deve carregar uma atitude de humildade, de pequenez, no espírito da semente de mostarda. Não é o apóstolo quem deve aparecer, nem mesmo buscar honras e aplausos. O apóstolo é um servidor generoso: “somos servos inúteis, só fizemos o que devíamos fazer”. Todo trabalho, todo tempo missionário não é uma “utilidade”, mas uma gratuidade do amor: amados por primeiro, enviados livremente a amar!