Inflação oficial do Brasil desacelera para 0,58% em maio
Em maio, a maior variação e o maior impacto partiram do grupo alimentação e bebidas.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial do Brasil, ficou em 0,58% em maio, 0,09 ponto percentual abaixo da taxa registrada em abril, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (12).
No ano, o IPCA acumula alta de 3,20%. Nos últimos 12 meses, o índice chegou a 4,72%, acima dos 4,39% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2025, a variação havia sido de 0,26%.
Com o resultado em 12 meses, o índice está acima do intervalo de tolerância da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. O objetivo do órgão é manter o IPCA em 3%, com limite máximo de 4,5%.
Em maio, a maior variação (1,33%) e o maior impacto (0,29 ponto percentual) partiram do grupo alimentação e bebidas, seguido por habitação, com 1,22% de variação e 0,18 ponto percentual de impacto, e por saúde e cuidados pessoais (0,90% e 0,12 ponto percentual).
Os demais grupos apresentaram variações entre a taxa de -0,46% de transportes – único grupo com variação negativa – e 0,62% de vestuário.
O grupo alimentação e bebidas respondeu por metade do índice de maio. A alimentação no domicílio registrou variação de 1,65%, com influência das altas da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,8%) e das carnes (1,39%). No lado das quedas, destacam-se o café moído (-2,38%) e as frutas (-0,70%). A alimentação fora do domicílio registrou alta de 0,49% com o lanche saindo de 0,71% em abril para 0,49% em maio e a refeição de 0,54% para 0,51% no mesmo período.
No grupo habitação, a variação de 1,22% teve influência da energia elétrica residencial, que subiu 3,67% e foi o principal impacto individual no resultado do mês (0,15 ponto percentual).
Em saúde e cuidados pessoais (0,90%), sobressaíram-se as altas dos artigos de higiene pessoal (1,95%), com destaque para o perfume (4,42%) e plano de saúde, com variação de 0,5%.
O grupo transportes desacelerou, com o etanol saindo de 0,62% em abril para -6,20% em maio, o óleo diesel de 4,46% para -2,34% e a gasolina, subitem com o maior impacto negativo no resultado do mês (-0,08 ponto percentual), de 1,86% para -1,46%. Já o gás veicular fez o movimento inverso, com alta de 5,81% em maio após o recuo de 1,24% em abril.
Ainda em transportes, o subitem passagem aérea variou 3,2%, ante a queda de 14,45% registrada em abril.