Parla menta riso
Ufa, nos sagramos campeões olímpicos de futebol. Todos os visitantes gostaram do Rio de Janeiro e elogiaram o empenho e a hospitalidade dos brasileiros. E, agora vamos para encarar a Paraolimpíada, mas, depois de vencer a Alemanha, com prorrogação e pênaltis, o resto deve ser mais fácil…
Sem prejuízo aos esforços individuais de cada um, e abstraindo a condição de juiz da história, o certo é que o trio D.D.D. foi, por bem ou mal substituído, e: – no lugar de Dunga está o Tite, tentando classificar a seleção para a copa de 2018; no lugar de Dilma ficou o Temer, tentando se aguentar até 2018; e até Dudu Cunha foi substituído por um deputado carioca. Aliás, o Dudu deixou o palco mais sujo do que pau de galinheiro. E esta mixórdia até me fez recordar de uma antiga marchinha carnavalesca: – “Ai Filomena se eu fosse como tu, tirava a mão do bolso e enfiava…na cabeça do Dudu”.
Estivemos nós todos, creio que de norte a sul do país, torcendo pelos atletas olímpicos e também em reza forte contra esta mania de botar a mão nos cofres públicos. Mas a história ainda será contada com detalhes e, para este humilde observador, estivemos na beira de cair no fosso do parlamentarismo. Tropeçamos, beiramos ao abismo, mas ficamos no velho e bom presidencialismo de sempre, Que é o sistema republicano usado em todo o continente americano, diga-se de passagem. Espero que cientistas políticos tenham acompanhando esta tentativa de nossos semeadores de jabuticabas de retornar ao prato nacional menos apreciado – o tal de parlamentarismo à brasileira.
Com dez anos de idade eu fui distribuidor mirim de panfletos, antes do plebiscito de 1963, e toda a minha família fez campanha para o retorno ao presidencialismo. A minha tarefa era empurrar panfletos sob as portas das casas e sair correndo- o alvo eram as residências dos conhecidos, eleitores do Jânio Quadros, que estavam perdidos depois da renúncia do JQ. E foi quando pude percorrer quase toda Erechim, de bicicleta…
Depois tive oportunidade, no retorno à democracia, de apoiar o outro plebiscito, creio que foi nos anos noventa e o parlamentarismo perdeu novamente. Mas há uma minoria, poderosa, que tem saudades dos tempos do imperador, para não confessar que ainda é escravocrata, e opta por se dizer “parlamentarista”.
E temos sido tolerantes de mais com estes “punhos de renda”. Espero que agora tenham se recolhido para sempre e, para o bem de nossa paciência de cágado, se respeite mais a Constituição. Mas Deveremos sempre prestar muita atenção. Pois eles- tidos como moradores de palácios artificiais – vivem tentando este verdadeiro golpe, um golpe parlamentar definitivo. Olho vivo que cavalo não desce escada. Vamos seguindo e sabendo que:- nem só de futebol se vive, não é?
Feliciano Tavares Monteiro
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