A rigidez não serve!
No evangelho de hoje, os dois filhos mencionados por Jesus podem ser o espelho das nossas próprias tensões (Mt 21,28-32).
Os dois filhos que Jesus fala no evangelho de hoje podem ser o espelho das nossas tensões (Mt 21,28-32). De um lado, o filho cumpridor das regras, obediente, não questiona, não interroga, mantem todas as aparências intactas, mas, internamente, contraria tudo com vergonha de dizer a verdade… De outro, o filho rebelde, contestador da autoridade paterna, desobediente, mas, deixando aberto o espaço ao Pai, vai descobrindo o mapa do caminho que precisa fazer e, pouco a pouco, se transforma.
O seguimento a Jesus Cristo não é a obediência a preceitos, normas exteriores, nem mesmo um inquestionável formalismo, mas sempre discernimento da liberdade, da responsabilidade, de errar e de acertar, porque é essa a dinâmica da vida. O segundo filho, que teve a dificuldade inicial de acolher o Pai, descobriu que a vinha do Pai também é sua e vai trabalhar. Não basta dizer “sim, Senhor”, como o primeiro filho. Deus pede mais!
Jesus estava contado a parábola para os chefes dos sacerdotes, ou seja, para quem, na época, era a imagem do primeiro filho, rígidos nas leis e calculistas ao medir os outros. É o contraponto deles, “as prostitutas e os publicanos”, acusados de serem filhos maus, que, para Jesus “estão à frente”.
A sociedade mantém forte preconceito com algumas categorias sociais (migrantes, refugiados, homossexuais, transgêneros, moradores de rua etc.) ao que, na prática, podem ser os exemplos que Jesus continua mostrando: “os que precederão”.