divdiv
PUBLICIDADE

Cidade

Publicidade

Acessibilidade e inclusão de pessoas deficientes é tema de fórum da Faders

O fórum abordou o mapeamento da realidade regional sobre a inclusão, também o diálogo com a comunidade sobre esse tema, além da inclusão social e direitos humanos.

Por: Isadora Sartor
Fotos: Isadora Sartor

Acessibilidade e inclusão na sociedade de pessoas com deficiência e pessoas com alta habilidade. Esse foi o tema central do fórum realizado pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Altas Habilidades no Rio Grande do Sul (Faders), na tarde desta terça-feira, 17, no auditório do Seminário Nossa Senhora de Fátima. O evento contou com o apoio da prefeitura de Erechim, através da secretaria de Cidadania, do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Compede) e da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau).DSCN0659

O fórum teve início pela parte da manhã e continuou durante a tarde. Representando a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS – Erechim), esteve presente no evento falando sobre reabilitação física, auditiva, intelectual e visual, o fisioterapeuta, Welds Bertor, e a fonoaudióloga, Raquel Alves Sobrosa. De acordo com Welds, a reabilitação física é necessária quando a pessoa apresentar alterações completas ou parciais de uma ou mais partes do corpo, comprometendo sua função física. Welds disse também que hoje, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece 98% das Órtese, Prótese e Meios Auxiliares de Locomoção (OPM). Segundo Raquel, a reabilitação auditiva é de extrema importância. “Uma perda de audição não identificada pode ter consequências devastadoras sobre o desenvolvimento da linguagem e da fala da criança, mas também sobre seu comportamento psíquico e social”, disse a fonoaudióloga.

Logo em seguida, a Coordenadora de Direito da Faders, Jaqueline da Rosa, abordou temas como a inclusão da pessoa com deficiência (PcD) na sociedade, sobre a acessibilidade que é dada a essas pessoas e quais as soluções que podemos tomar. Segundo dados mostrados pela coordenadora, existem hoje no Rio Grande do Sul mais de dois milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Ainda de acordo com Jaqueline, se desejamos realmente uma sociedade democrática, devemos criar uma nova ordem social pela qual, todos sejam incluídos no universo dos direitos e deveres. “Para isso, é preciso saber como vivem as pessoas com deficiência, conhecer suas expectativas, necessidades e alternativas”, destacou Jaqueline.

Jaqueline ressaltou que para realizar essa construção de uma sociedade democrática, a sociedade deve realizar algumas perguntas referentes á vida do PcD. “Essas perguntas podem nos levar a pensar sobre as dificuldades e as conquistas das pessoas com deficiência, e pensar na possiblidade de concretização de seus direitos. Soluções simples e concretas para que essas pessoas possam estar nas salas de aula, plena assistência á saúde, qualificação profissional, empregos, pratica de esporte, cultura e lazer”, disse Jaqueline. Para a coordenadora de direitos da Faders, buscar tais respostas é construir uma sociedade inclusiva e exige o desejo de conhecer, se arriscar, de se desenvolver e agir.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE