divdiv
PUBLICIDADE

Religião

Publicidade

Admiração ou murmúrio!

O evangelho de hoje apresenta duas reações opostas diante de uma cura que Jesus havia realizado a um homem mudo e endemoniado, ou seja, alguém sob total dominação, sem nenhuma expressão de liberdade (Mt 9,32-38).

Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

De um lado, o povo que percebeu a expressão do sinal: «nunca vimos uma coisa assim em Israel» e era pleno de gratidão e admiração. Do outro lado, os fariseus que não conseguiam dar abertura para perceber os sinais de Deus e acusavam Jesus de realizá-los «em nome do demônio». São duas formas de reagir a uma proposta, mas, no fundo, são dois estilos de vida que moram em nós!

O milagre de Jesus faz pensar nas reações e no peso que damos a cada acontecimento que passa pela nossa vida. É possível atravessar uma vida como os fariseus, reclamando e acusando, acusando familiares, amigos, vizinhos, pelo fato de que a vida se tornou um praguejar contínuo, sem muitos motivos. É perigoso e viciante um estilo de vida assim e, não obstante, cavouca-se sempre mais o poço das lamentações e a lama do azedume.

O povo simples que admirava e agradecia a Jesus é um estímulo para reações de abertura, de superação dos apegos, de deixar coisas novas aparecerem. Jesus é a plenitude da novidade de Deus! Como faz bem encontrar com pessoas que conseguem ativar a esperança, encorajar no meio das dificuldades, reconhecer um acontecimento, parabenizar pelas pequenas e grandes conquistas.

São reações que moram em nós, mas que podemos deixar em evidência uma ou outra. Pedimos a graça de crescer na fé e na abertura de coração para, como o povo que rodeava Jesus, transformarmos a vida em mais beleza, admiração, fascínio, enamorados do agradecimento! Uma missão que o cardeal Carlo Maria Martini traduzia assim: «é preciso irradiar a beleza daquilo que é verdadeiro e justo na vida, porque só esta beleza arrebata verdadeiramente os corações e os dirige a Deus».

Pe. Maicon A. Malacarne

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE