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Alagamento suspende viagens na rodoviária de Porto Alegre por tempo indeterminado

O nível do Guaíba já ultrapassou os 5 metros

Por: O Sul
Fotos: Brayan Brum/TV Pampa

As viagens da Rodoviária de Porto Alegre foram suspensas por tempo indeterminado após o local ser invadido pelas águas do Guaíba e ficar completamente alagado. O estabelecimento fica na região central da cidade.

O nível do lago ultrapassou os 5 metros na manhã desse sábado (4). O Guaíba recebe as águas de diversos rios gaúchos, como o Jacuí, Gravataí e Sinos. O corpo hídrico, então, deságua na Lagoa dos Patos, que desemboca no Oceano Atlântico. O rompimento da barragem 14 de Julho, que aflui no Rio Taquari, também é monitorado pela Defesa Civil.

O nível do lago Guaíba, em Porto Alegre, deve ficar acima dos 5 metros durante 2 ou 3 dias, conforme informou o hidrólogo da Sala de Situação do Estado, Pedro Camargo, em transmissão ao vivo com o Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), nesse sábado.

Segundo o Camargo, o Guaíba vai continuar elevando seu nível, agora um pouco mais devagar, até estabilizar.

Na noite desse sábado, o índice chegou a 5,22m, valor muito acima da cota de alerta estabelecida em 2,50 metros e ultrapassa a cota de inundação, fixada em 3 metros. As águas do Guaíba atingiram níveis históricos, superando as enchentes registradas em 1941.

Aeroporto

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, indicou durante reunião da sala de situação do governo que monitora as chuvas no Rio Grande do Sul que o Aeroporto Internacional Salgado Filho de Porto Alegre deve voltar a operar nesta segunda-feira (6).

As operações de pousos e decolagens do aeroporto, administrado pela concessionária Fraport Brasil, estão paralisados desde a última sexta (3). Costa Filho disse estar em contato constante com a empresa.

Na reunião virtual desse sábado, o ministro indicou que dos doze aeroportos do Rio Grande do Sul, onze estão em operação, em meio às chuvas que assolam o Estado.

O terceiro encontro da sala de situação durou cerca de duas horas e contou com a participações de 14 ministros do governo.

Um dos principais resultados da reunião foi a definição é de que as doações ao Rio Grande do Sul devem ser centralizadas pelos Estados juntos aos seus corpos de bombeiros. Após triagem, as doações serão encaminhadas para bases aéreas.

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