Amar é um estilo de vida!
Nos relatos dos primeiros séculos do cristianismo ficou registrado que o amor era uma característica que diferenciava os seguidores de Jesus!
Há uma diferença substancial entre tornar o amor uma ação pontual e configurar o amor como uma identidade, uma forma de viver! Nosso tempo deu ao amor um estatuto prático! Quando dizemos que devemos amar logo vem à mente gestos que podemos realizar! O amor do evangelho, o amor de Deus é um passo além, é alguma coisa que rompe as repartições estruturadas e se coloca como um estilo de vida. Deus é amor! Não há diferença entre o que Deus é e o que Deus faz! Esse realmente é um perigo para todos: aparentar ser amoroso para esconder as corrupções!
Essa transparência, esse «batismo», essa irrupção da vida nova é a proposta do evangelho de hoje (Jo 15,9-17). O amor não é um pedido de Deus, mas um mandamento: amai-vos! Não são apenas obras de amor, é uma vida de amor cuja sustentação está no amor do Pai e do Filho! O amor é a resposta, é o compromisso com quem nos amou primeiro! No evangelho de João conhecer e amar estão sempre de mãos dadas; para conhecer, amar e para amar, conhecer!
Como faz para tornar o amor um estilo de vida? O evangelho diz «permanecei no amor», poderíamos traduzir: errando e acertando, tentando de novo e mais uma vez, mas sem deixar de manter os olhos fixos no amor! Permanecer no amor é um compromisso ético!
Nos relatos dos primeiros séculos do cristianismo ficou registrado que o amor era uma característica que diferenciava os seguidores de Jesus! O controverso Tertuliano, ao descrever a comunidade cristã, escreveu: «vejam como eles se amam!». Se essa forma chamava atenção era porque tinha se tornado um estilo de vida mais do que gestos isolados!
O convite é esse passo a mais, a partir de gestos de amor para configurar a vida no amor de tal forma que de dentro das nossas contradições e maldades venha o convite para voltar a Deus, ou, para voltar ao amor! Não se trata de uma vida sem erros, mas de uma vida que mesmo com os erros experimente o abraço do Pai que ama também porque perdoa!
Pe. Maicon A. Malacarne