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Religião

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Aprender esperar!

Esperar é um verbo para meditar!

Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

A Lei prescrevia que toda criança, aos 40 dias de vida, deveria ser apresentada no Templo. Fazia parte de um ritual de duplo sentido: primeiro, todo primogênito deveria ser consagrado a Deus; segundo, a mulher, por ficar impura por causa do parto, deveria oferecer um animal para ser sacrificado e, assim, tornar-se pura novamente. Maria e José, segundo o evangelho de Lucas (2,22-40), participaram efetivamente desse compromisso judaico. O pequeno Jesus tem o primeiro contato com o Templo! A cena ganha outros dois personagens: Simeão e Ana! Dois idosos que «esperavam» na fé e na esperança!

Esperar é um verbo para meditar! O símbolo da vela que se consome, iluminando a escuridão, é um mapa da vida que se gasta para tornar tudo mais luminoso. A espera é uma vela que não se apaga! Ronald Barthes dizia que «os que amam estão sempre esperando». Esperar é uma escola de quem se entende incompleto! Quem está pronto e fechado não aguenta esperar! Esperar é sempre um ‘soco no estômago’, porque é a exigente tomada de consciência da finitude, da abertura para compreender que nada está definitivamente acabado. Tudo está em constante movimento e esperar faz parte da arte da vida!

A festa da Apresentação de Jesus ajuda a rezar na mesma espera de Simeão e de Ana, uma espera que salvou e completou a vida. «Agora, Senhor, já podes deixar o teu filho morrer em paz», cantou Simeão com o pequeno Jesus nos braços: «porque os meus olhos alcançaram a tua salvação». Foi a Simone Weil quem escreveu que «as coisas mais importantes do mundo não são para procurar, mas para esperar». A espera, a espera do amor é que nos salvará!

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