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Bebê sobrevivente de chacina em SC pediu socorro com os olhos

Professora que socorreu o menino conta que percebeu o pedido no olhar do bebê

Por: ND Mais
Fotos: Reprodução/ND

O ataque brutal que parou a cidade de Saudades, no Oeste catarinense, chocou os brasileiros. A equipe do Domingo Espetacular foi conhecer de perto as famílias dos bebês e também das duas educadoras mortas na chacina.

Em entrevista à Record TV,  o pai do Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses, desabafou. “Eu só penso no meu filho. Eu só queria meu neném de volta”, disse.

A vizinha da creche e agente educativa no turno da tarde,  Aline Biazebetti, conta que ajudou a socorrer as crianças. Ela segurou o menino Henrique, de 1 anos e 8 meses, que sobreviveu a tragédia.

Enquanto levava o pequeno ao hospital, Aline reparou o olhar no bebê. “Nunca vou me esquecer, um olhar de pedido de socorro: me ajuda,” conta a jovem. O menino teve um pulmão perfurado e vários cortes pelo corpo.

O ataque a creche Pró-Infância Aquarela aconteceu na manhã de terça-feira (4). No local estavam cerca de 20 crianças, sendo que três delas foram mortas por um rapaz, de 18 anos. Ele estava armado com uma faca personalizada que também usou para mais matar duas agentes educativas.

A Polícia Civil ouviu mais de 20 testemunhas na investigação e tenta descobrir a motivação do atentado. Ele foi descrito por conhecidos como um guri apático e de poucos amigos.

O jovem, que teria agido sozinho, segue internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, cidade a cerca de 60 quilômetros de Saudades, e ainda não prestou depoimento ao delegado.

Quem são as vítimas do atentado

  • Keli Adriane Aniecevski, de 30 anos, era professora e dava aulas na unidade havia cerca de 10 anos
  • Mirla Renner, de 20 anos, era agente educacional na escola
  • Sarah Luiza Mahle Sehn, de 1 ano e 7 meses
  • Murilo Massing, de 1 ano e 9 meses
  • Anna Bela Fernandes de Barros, de 1 ano e 8 meses.
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