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Caminhoneiros bloqueiam parcialmente rodovias do país

Segundo boletim do Ministério da Infraestrutura, não há registro de bloqueio total de rodovias

Por: CNN Brasil

Caminhoneiros fazem bloqueios parciais em rodovias pelo país nesta quinta-feira (9). Segundo boletim do Ministério da Infraestrutura das 8h30, os atos estavam concentrados em pelo menos 15 estados, com 10% de redução de ocorrência desde o último boletim da madrugada. São eles: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Tocantins, Rio de Janeiro, Rondônia, Maranhão, Roraima, Pernambuco, e Pará.

Há bloqueios parciais em estradas de nove deles: Santa Catarina, Pará, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul, Maranhão e Bahia. Em São Paulo, o Rodoanel foi liberado.

O ministério ainda afirma que alguns pontos de retenção na região norte de Santa Catarina, onde a mobilização chegou a ameaçar condições de abastecimento, foram liberados por equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Em Florianópolis alguns postos de gasolina estão ficando sem combustível. Em média, os motoristas estão levando de 40 minutos a uma hora para abastecerem seus veículos.

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) divulgou uma nota de repúdio às paralisações, segundo ela, organizadas por caminhoneiros autônomos.

“Trata-se de movimento de natureza política e dissociado até mesmo das bandeiras e reivindicações da própria categoria, tanto que não tem o apoio da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos”, diz o texto da associação, assinado pelo presidente da NTC&Logística, Francisco Pelucio.

A entidade, que congrega cerca de 4 mil empresas de transporte, disse ainda estar preocupada com os efeitos que o bloqueio nas rodovias poderão causar, especialmente em relação ao abastecimento dos setores de produção e comércio.

O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, avalia que o movimento é de cunho político com participação de empresários de transporte e seus funcionários celetistas, e não de transportadores autônomos.

“Os caminhoneiros estão sendo usados como massa de manobra”, disse Chorão, que foi um dos principais líderes da categoria na greve de 2018. “Está claro que a pauta não é da categoria”.

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Dahmer, relatou ter visto alguns pontos de manifestações de caminhoneiros, “conforme era esperado” diante de manifestações de Bolsonaro.

“Vimos veículos do agronegócio, como tratores e máquinas agrícolas, e a ala de patriotas apoiadores do presidente Bolsonaro. O transportador autônomo vai continuar tentando trabalhar”, disse.

A CNTTL enviou recentemente ofício ao presidente do STF, Luiz Fux, repudiando atos “extremistas”, as declarações do cantor Sérgio Reis e do que chamou de “pseudo lideranças” de caminhoneiros, dizendo que não compactua com atos antidemocráticos.

Ao menos nove entidades, entre associações, confederações e sindicatos ligados à categoria informaram ontem que não apoiam a paralisação e não estão participando dos atos.

Veja a situação em cada estado:
Pará: dois pontos de bloqueio, na BR 316, km 21 em Benevides, e na BR 010, em Paragominas
Rio de Janeiro: três pontos de bloqueio, em Campos dos Goytacazes/RJ, no Km 75 da BR 101, sentido RJ; em Itaboraí/RJ, no Km 1 da BR 493, em ambos os sentidos, na BR 101; no Km 113 da BR 040
Minas Gerais: um ponto de bloqueio, na Rodovia Fernão Dias, em Igarapé, no km 513 da BR 381
Paraná: 17 pontos de bloqueio, na BR 116, Kms 67 (Quatro Barras), 152 (Mandirituba); na BR 277, Kms 7 (Paranaguá), Kms118 (Campo Largo), Kms338 (Guarapuava), Kms637 (Céu Azul), Kms669 (Medianeira), Kms 711 (Santa Terezinha de Itaipu); na BR 369, km 37 (Andirá), km 79 (Sta. Mariana), km 157 (Londrina); na BR 373, Km 254 (Guamiranga); na BR 376, Kms 109 (Paranavaí), km 158 (Mandaguaçu), km 188 (Marialva), km 504 (Ponta Grossa); na BR 476, km 285 (S. Mateus do Sul)
Goiás: três pontos de bloqueio, na BR 153, em Itumbiara, na região sul do estado; na BR 153, em Porangatu, norte do estado e na BR 153, em Uruaçu, norte do estado
Rio Grande do Sul: um ponto de bloqueio, na BR 153, km 415, em Cachoeira do Sul
Roraima: um ponto de bloqueio, em trecho do km 482 da BR 174 no estado de Roraima
Bahia: dois pontos de bloqueio, na BR 116 norte — região de Feira de Santana —, a cerca de 100km da capital e no Oeste do estado, na BR 242, na entrada da cidade de Luís Eduardo Magalhães (ponto forte do agronegócio)
Maranhão: um ponto de bloqueio, em trecho do do km 402 da BR 230 no sul do estado.

Início dos protestos
As manifestações começaram na esteira dos atos de 7 de Setembro, convocados pelo presidente.

O número de estados com registro de manifestações tem crescido ao longo do dia. O primeiro comunicado divulgado pela Pasta citava ocorrências em apenas quatro Estados.

O ministério informa ainda que, ao todo, já foram “debeladas” 117 ocorrências com concentração de populares e tentativas de bloqueio total ou parcial de rodovias nas últimas horas.

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