Concursados da BM ainda esperam nomeações no RS
Prestes a vencer, o concurso para Soldado da Polícia Militar e Soldado do Corpo de Bombeiros Militar realizado em 2014, ainda não nomeou nenhum concursado
Concursados da Polícia Militar e Bombeiros do Rio Grande do Sul ainda aguardam as nomeações do último concurso realizado em 2014. Foram oferecidas 1.600 vagas para Soldado da Polícia Militar e 400 vagas para Soldado do Corpo de Bombeiros Militar. A remuneração para os aprovados nesta prova e nas demais etapas do certame era de R$ 1.864,70 por 40 horas semanais. Em decreto assinado no dia 13 de janeiro, o governador José Ivo Sartori renovou o congelamento a realização de concursos no Rio Grande do Sul por mais seis meses. Com a prorrogação do decreto, permanecem suspensas nomeações de servidores aprovados em concursos e também ficam congelados novos processos seletivos para a contratação de mais servidores para o Estado.
Anteriormente o concurso já havia sido suspenso pelo Governador Ivo Sartori, logo que assumiu o mandato a frente do estado. O texto do decreto justifica as medidas “considerando as graves dificuldades financeiras do Estado”, “considerando a necessidade de evitar prejuízos aos serviços públicos essenciais” e “considerando, ainda, a primordialidade na adoção de medidas de contenção dos gastos públicos, possibilitando a priorização e otimização dos recursos do erário”.
O concursado Douglas Marek, relata que a sua espera pela nomeação não é fácil. “Enquanto a nomeação não acontece temos que nos virar para pagar as contas. Eu trabalho de dia e a noite estudo. Depois da aula e todos os finais de semana ainda trabalho como garçom pois ninguém dá oportunidade, sabendo que em um futuro próximo vamos assumir o concurso. É triste sabe. Ver as notícias das mortes de crianças na tv e pensar que talvez nós aprovados, poderíamos ter ajudado a evitar. Quando o novo governo assumiu, nós ficamos aguardando as convocações. O governador não tem culpa, mas ele tem que fazer algo pois nosso curso quando é autorizado, demora uns 6 meses para irmos às ruas. Sem dinheiro não tem o que fazer, mas os índices da criminalidade estão aí. O Rio Grande do Sul está com índices que já ultrapassam São Paulo e outras grandes cidades”, explica Douglas.
“É complicado amigos e parentes meio que te pressionam sabe “e aí já virou polícia. ?” E não adianta tem que esperar o governador tomar alguma atitude. Na polícia vai ser assim também, mas pelo menos é um emprego que só tem benefícios. É perigoso lógico, mas é um risco calculado com treinamento ajuda dos colegas tem como exercer direito a profissão”, disse Douglas.
“A profissão em si sempre me chamou atenção pelo fato de ser uma força que auxilia a comunidade, mesmo muitos não valorizando o policial, é uma profissão de muita honra, orgulho para a comunidade e também pras nossas famílias. Não foi um concurso fácil, foram mais de 50 mil inscrições. A prova teórica é muito complicada.São realizados exames de saúde onde é o candidato que paga. Eu gastei quase R$3500 em exames pois não possuo convênio e todas as etapas do concurso foram em Porto Alegre ou seja o desgaste é grande. Existem também os testes físicos, onde precisamos de treinamento resistência e perda de peso, mais duas etapas de exame psicológico. O concurso para polícia é totalmente diferente dos outros, é muito mais difícil”, conclui o concursado.
O último concurso da Brigada Militar para policiais e bombeiros foi em 2014, quando foram ofertadas 1600 vagas. O candidato se inscreveu nos meses de fevereiro e março de 2014 e realizou a prova em 6 de abril do mesmo ano. Conforme o edital de abertura, a validade do concurso é de 2 anos a partir da data de homologação final do concurso que ocorreu em 18 de dezembro de 2014