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Diferença de gerações: mãe e filhas erechinenses contam sobre os desenhos que marcaram a infância

Televisão, celular ou tablet? Veja as principais diferenças na hora de assistir filmes e desenhos

Por: Andressa Dall'Agnol e Caendy Carvalho
Fotos: Arquivo Pessoal

Desde que os primeiros desenhos animados e programas começaram a chegar nas televisões, se tornaram uma febre entre crianças e adultos. A partir desse momento, as histórias foram responsáveis por marcar gerações e permanecer vivas nas memórias de muitos até os dias de hoje.

Silvane Carraro, de 45 anos, lembra do primeiro contato com o aparelho de televisão e o carinho que desenvolveu por alguns programas que assistia na infância. “Eu nasci no interior, na colônia, então até os meus oito anos nós não tínhamos luz. Quando compramos nossa primeira televisão ela era preto e branco. Lembro de assistir Jaspion, Chaves, Chapolin e Trapalhões, eram meus programas preferidos”, relembra.

Com o passar dos anos a tecnologia evoluiu, assim como a maneira de produzir os programas e desenhos animados. Seja o formato, o traço ou a mensagem dentro da história.

Silvane observa isso no que as próprias filhas, Rhaiana Carraro, de 13 anos, e Luiza Carraro, de 4 anos, assistem. “A Rhai, quando era mais nova gostava de assistir Peppa Pig, Galinha Pintadinha e Dora Aventureira, desenhos bem diferentes do que eu costumava assistir. Agora, com 13 anos, ela gosta mais de assistir séries e doramas”, conta Silvane.

Outra diferença geracional está na forma de consumir essas produções. “Eu só tinha a televisão para acompanhar os programas, a Rhai ainda assiste na televisão mas também utiliza o celular, nos streamings e YouTube”, complementa.

Para a filha mais nova a diferença é ainda maior. “A Luiza também consome desenhos, mas ela também gosta de outros conteúdos infantis como Luccas Neto e ela assiste quase tudo pelo celular”, explica a mãe.

Como essa mudança afeta o desenvolvimento do indivíduo?

Por um longo tempo, antes dos streamings e do YouTube se popularizarem, as crianças precisavam esperar os horários dos programas infantis na televisão e assistir os episódios que iam ao ar no dia.

Segundo a psicóloga Marjana Gasparin, essa espera ajudava na formação e aprendizado dos pequenos. “Antigamente assistia-se o que passava, por um curto período de tempo, com intervalos entre os desenhos. Isso ensinava as crianças a esperar e a tolerar mais as frustrações”, explica.

Para a psicóloga o celular pode se tornar um problema para os pequenos se não for monitorado com cuidado. “O problema não está necessariamente no uso das telas, mas na quantidade de tempo, o acesso a qualquer informação, a falta de supervisão e o hiperfoco somente nisso, sem a inclusão de atividades lúdicas e motoras”, explica Marjana.

Silvane também percebe as mudanças entre ela e as filhas. “Sinto que a minha infância foi mais saudável e com mais liberdade que a delas. Eu vivi minha infância no interior, então tínhamos espaço para correr e brincar ao ar livre. Brincávamos de esconde-esconde, de perna de pau, andávamos de balanço e cuidávamos das nossas bonecas feitas de milho. Foi uma infância bem divertida”, relembra.

“Hoje em dia as crianças não tem mais tanta liberdade, principalmente na cidade, onde está ficando cada vez mais perigoso. Então elas acabam ficando dentro de casa e utilizam os aparelhos eletrônicos”, complementa.

Mas além dessa forma de entretenimento, a família busca incentivar e realizar atividades que não incluam as telas. “Passamos um tempo juntas na piscina, vamos tomar sorvete e brincar, gostamos muito de viajar também”, finaliza a mãe.

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