“Escrever para mim é terapia”, escritora erechinense conta como a escrita transformou sua vida
"Eu sempre tive vontade de escrever um livro para contar a minha história. Acho que todas as pessoas deveriam fazer isso", conheça a história de Joemir Maria Camargo Rosset.
Nesse mês de julho é comemorado o Dia do Escritor. A data tem o objetivo de valorizar o trabalho criativo dos escritores que buscam ajudar os leitores a entender o mundo através de suas palavras.
A escritora erechinense de 66 anos, Joemir Maria Camargo Rosset, estava enfrentando um momento difícil em sua vida e foi através das próprias palavras que encontrou aconchego ao escrever sua primeira obra. “Enfrentei uma depressão e foi na escrita que descobri não apenas um meio de expressão, mas também uma verdadeira forma de terapia. Hoje fico doente se não escrevo”, conta.
Em 2000, Joemir teve o primeiro livro publicado, um romance chamado Pedaços de Vida. “Escrevi em um caderno e guardei em uma gaveta por muitos anos. As irmãs do bairro onde eu morava levaram em uma editora e mandaram publicar”, relembra.
A vida da escritora é marcada por superações. Nascida em família humilde, ela conta que enfrentou diversos desafios até se formar no magistério em 1978. “Enfrentei não só a pobreza como várias doenças graves e tive a ajuda de médicos, da minha fé, e da escrita, que sempre foi minha companheira e me ajudou a superar todos esses desafios”, conta.
E toda a paixão de Joemir pela escrita se expandiu para o teatro quando ela começou a colaborar com o Grupo de Teatro Popular Geração Arte, onde escreveu por 20 anos. Além disso, ela conta com uma vasta obra composta por 17 histórias infantis, um livro infantojuvenil e três romances. A escritora também contribuiu para coletâneas de poesia e contos, como “Maturidade em Belos Versos” e “Mãos que Rabiscam a Imaginação”, e teve textos publicados na revista ZB e em jornais locais.
Em 2023, Joemir foi patrona da vigésima quarta Feira do Livro de Erechim e ocupou a cadeira número 15 da Academia Erechinense de Letras, além de estar presente no livro que foi recentemente escrito por Helena Confortim, Zeni Bearzi, Neusa Garcez, Maria Vanda Groch e Elcemina Pagliosa, “Mulheres de Erechim, no anonimato ou no palco, elas são elas”.
Com orgulho de suas raízes erechinenses, Joemir vê a escrita como uma forma de registrar e preservar a história. “Eu sempre tive vontade de escrever um livro para contar a minha história. Acho que todas as pessoas deveriam fazer isso e tenho certeza que era isso que meus pais queriam de mim. Não vou deixar nossa história morrer ou se perder pelo caminho. Vou continuar escrevendo”, afirma Joemir.
Agora ela está trabalhando em um novo projeto proposto pela Academia de Letras de Erechim e tem um livro em fase de ilustração prestes a ser publicado.

