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Educação

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Estudantes realizam atividades no Mês do Livro e da Leitura em Charrua

A “Sacola da Leitura” foi recebida de casa em casa, estimulando a releitura de contos

Por: Ascom

Abril é marcado por datas como o Dia do Livro e Dia da Leitura. Para celebrar este mês literário, alunos e alunas da rede municipal de ensino receberam atividades especiais para realizarem em suas casas, junto com suas famílias. A “Sacola da Leitura” foi recebida de casa em casa, estimulando a releitura de contos. Confira algumas imagens que registraram a leitura e a interação com a família. Também, compartilhamos o texto produzido pelo professor Matheus Rodrigues, que trabalha com os chamados “Contos Maravilhosos” e que contribuiu na elaboração das atividades.

Por que (re)lemos os contos de fadas? (Matheus Rodrigues)

            Reflita, você já ouviu, pelo menos, um conto de fadas, fábula ou lenda folclórica quando era criança?! A resposta desta pergunta provavelmente é afirmativa. Pense consigo mesmo, qual era a sua estória favorita? E por que?

Algumas dessas histórias simplesmente caem no nosso esquecimento, não é? Mas, com os contos de fadas não é assim que funciona. Eu diria, que contos são eternos, ninguém simplesmente esquece um conto de fadas, quando bem contado. Eles permanecem ali, em nossas lembranças da infância. Porém, não é preciso ser criança para ler contos de fadas, muito pelo contrário, as vezes precisamos ser bem adultos para compreender exatamente tudo que um conto tem a nos dizer.

Os temas trazidos em contos de fadas, até hoje, não expiraram a sua validade, sendo estes, amor, morte, abandono, medo, sentimentos e tantos outros. Bem na real, alguns deles ainda nos afligem, não achas? Mas por que os contos de fadas são histórias melhores do que as demais? E, a forma com que lidamos com aqueles problemas, mudou?

Se apenas falarmos em temas, o texto fica vazio. Você não pode dizer que “Rapunzel” é uma história de amor. Ou que, a da Chapeuzinho é sobre obediência. Porque trata também de muitas outras coisas. Não se sabe qual pode ser a leitura que uma criança faz de um conto assim, mas é bem comum que ela vá se identificar com uma cena ou algum personagem.

“Nos contos é tudo concreto”, tudo é dito por ações e não palavras. Não se fala que o príncipe estava triste, ele se atira pela torre tomado por esse sentimento. Qualquer que seja a emoção, ela vem encenada e não dita.

Quantas frases célebres você lembra dos contos de fadas? “Era uma vez”, “Rapunzel, jogue suas tranças”, “Que olhos grandes você tem”, “Viveram felizes e contentes”. Não são frases prontas para se colocar de status nas redes sociais, né?!

E quantas cenas você lembra? A da Rapunzel jogando seus longos cabelos pela torre, a bruxa sendo empurrada no fogão, o lobo devorando a vovó, a casinha feita de doces, a cesta de guloseimas da Chapéuzinho Vermelho. São tantas, que podemos passar uma tarde falando, algumas há séculos perambulando pelo nosso imaginário.

Você já pensou se não houvesse releituras desses clássicos? Provavelmente elas já teriam se extinguido há muito tempo, afinal de contas, só pela oralidade(fala) não daríamos conta de transmitir tantas histórias.

Ao tratarmos de contos de fadas como cenas e imagens estamos comparando-os com os nossos sonhos, ou seja, nosso imaginário subconsciente. Os sonhos também dispensam palavras, já que nesse estado da mente há somente imagens. Não vem uma voz dizendo a você que está voando, mas você está voando. No sonho, as cenas acontecem, assim como num conto de fadas.

Assim, como Einstein falava, que de nada serviria a inteligência sem a imaginação. Então, o que seria da nossa realidade sem os contos de fadas, sem podermos ilustrar a realidade com um pouco de imaginação, já pensaram se a Rapunzel, como todo aquele cabelão vivesse nos dias de hoje, com o valor do Xampu, da água e da luz? Teria de ser muito rica. Ou, se a Chapéuzinho pegasse um Uber para ir até a casa da vovó, o que seria do lobo? Ele seria o motorista? Provavelmente.

E, como, essas ideias fantasiosas são perfeitamente aceitáveis, como um sonho que a gente acorda e pensa como isso poderia ter acontecido de verdade. E, é essa estratégia que os contos de fadas tiram de letra, usar a imaginação, para tratar de amor, de morte, de abandono, de abuso, de ciúme, de uma forma que está em nosso sistema nervoso, que corre junto ao sangue. Vamos usar a imaginação, para tentarmos ser felizes e contentes?

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