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Ex-jogador da dupla Gre-Nal é um dos denunciados em suposto esquema que desviou R$ 35 milhões

Conforme a investigação, grupo teria furtado dinheiro de contas bancárias por meio de interceptações de operações pela internet

Por: ZH

Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) denunciou o ex-jogador do Internacional, do Grêmio e com passagem pela Seleção Brasileira Anderson Luís de Abreu Oliveira, também conhecido Andershow, de 33 anos, e mais sete pessoas suspeitas de cometer crimes como furto qualificado, organização criminosa e lavagem de bens, direitos ou valores. 

A denúncia, assinada pelo promotor Flávio Duarte, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre, tem como base a Operação Criptoshow, deflagrada em 25 de junho de 2020. Como o caso está sob segredo de Justiça, o promotor optou por não se manifestar.

Naquela oportunidade, 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos para desarticular o grupo, que, segundo a investigação, supostamente burlou esquema de segurança digital de um banco, desviou R$ 35 milhões de duas grandes companhias brasileiras, lavando dinheiro com bitcoin, uma moeda digital criptografada.

No dia 15 de abril de 2020, segundo a acusação, teriam sido desviados R$ 30 milhões da conta bancária de uma das companhias por meio de 11 transferências eletrônicas para seis empresas localizadas em Porto Alegre, Cachoeirinha, São Paulo e Porto Velho, em Rondônia.

Como funcionou o desvio

Conforme a denúncia, o dinheiro teria sido desviado em operações realizadas por intermédio de sofisticada técnica realizada por outra empresa, com sede em Cachoeirinha, também correntista do mesmo banco.

A execução do furto começou com o acesso normal à conta bancária, pelo internet banking, mediante nome de usuário e senha de um dos investigados, quando foi realizada a programação das 11 transferências para os destinatários. Ao final da operação, por meio de manipulação da codificação do canal do internet banking, a conta indicada ao sistema para a efetivação do débito de R$ 30 milhões não foi a conectada inicialmente, mas sim a de uma das empresas.

Durante as investigações, foram reveladas operações de lavagem de dinheiro, consistente com transações para aquisição de criptoativos pelas mesmas pessoas junto a corretoras exchanges no Brasil e no exterior. A mesma técnica teria sido repetida no furto dos R$ 30 milhões, acontecida no dia 16 de abril, desta vez contra outra empresa, lesada a partir de uma transferência bancária indevida no valor de R$ 5 milhões.

GZH contatou o advogado do ex-jogador Anderson, Mateus Marques, que disse que ainda não teve acesso à denúncia, mas que vai se manifestar assim que tomar conhecimento do conteúdo. 

A reportagem ainda aguarda uma posição do banco, das duas empresas vítimas, além dos advogados dos sete denunciados, que não tiveram os nomes divulgados até que se tenha uma manifestação de seus defensores.

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