Expointer será palco para novas raças na edição deste ano
Raça de caprinos Savana, originária da África, estreia com dois exemplares em 2023
Das 89 raças inscritas na Expointer deste ano, entre ovinos, bovinos, zebuínos, bubalinos, equídeos, caprinos e pequenos animais, duas são novas e uma estava ausente há bastante tempo das pistas do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio.
Entre os ovinos, a Merino Australiano Naturalmente Colorido estará pela primeira vez na feira. O criador Éverson Bravo, de Glorinha, destaca que essa raça foi selecionada para produção de lã fina, com qualidade, sedosidade e suavidade, muito utilizada na alta costura.
“Existe uma demanda de mercado muito grande aqui na região Sul, tanto para a lã das ovelhas naturalmente coloridas, que podem ser destinadas para a alta costura e para o artesanato, quanto para as peles naturalmente coloridas, utilizadas na produção de pelegos para arreios, para rodeios, para o homem do campo, entre outros”, disse Éverson.
Ele também cria ovinos da raça Texel, Texel Naturalmente Coloridos e Merino Australiano. “A ovelha está presente na minha vida desde criança e hoje tenho meus animais, além de assistir a muitos outros”, conta.
Os ovinos vêm expandindo a sua participação na Expointer a cada ano. Nessa edição, são 980 animais de 15 raças. Comparando com os números da feira de 2022 (892), houve um aumento de 9,87%.
Os caprinos também têm raça nova desfilando na feira – a Savana, originária da África, estará com dois exemplares. “Depois de investir na raça Kalahari e obter grandes resultados em rusticidade, aspecto essencial para o Rio Grande do Sul, passei a estudar a raça Savana, que também se destaca por essa característica, mostrando ser muito eficiente no ganho de peso em sistemas de fazenda campo”, destaca o produtor Renato Moreira, de Santana da Boa Vista. Segundo ele, as expectativas são de aumentar o número de negócios em relação a 2022, que já trouxe resultados positivos. Renato também cria Boher e Kalahari, além de bovinos e ovinos.
“A Savana está se difundindo bastante, é uma raça nova no Brasil”, afirma o presidente da Associação dos Caprinocultores do Rio Grande do Sul (Caprisul), Jônatas Breuning. Ele destaca que a carne de cabrito está em alta, com possibilidade de exportação para o mercado árabe, o que tem estimulado os criadores. “Temos perspectiva de fazer uma boa Expointer”, avalia.
Na edição de 2023, participam 115 caprinos das raças Anglonubiana, Boer, Kalahari e Savana.