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Frequência de chuvas deve atrasar plantio do trigo no Alto Uruguai

As condições climáticas das duas últimas semanas, com chuvas intensas, estão atrasando o inicio do plantio das lavouras de inverno de trigo e cevada na região do Alto Uruguai. O plantio no momento recomendado pela assistência técnica pode interferir na produtividade, e neste ano, a grande frequência das precipitações impediu que a semeadura do trigo, principal cultura de inverno, fosse feita pela maioria dos produtores até o momento.

Conforme Nilton Cipriano Dutra de Souza, assistente técnico de produção vegetal da Emater Regional de Erechim, o período recomendado para plantio do trigo na região vai de 11 de maio a 20 de julho. “A região tem por tradição plantio entre 20 de maio e 15 de junho. Está um pouco atrasado, mas ainda nada que comprometa a safra”, explica. “Mas é muita chuva para época”, admite.

A área de plantio prevista inicialmente para a cultura de trigo é de 32 mil hectares, com redução de 6% em relação à safra passada, conforme a Emater/RS-Ascar. A expectativa inicial para lavoura de cevada é de semear 6.270 ha e de aveia 9.650 ha.

O mês de maio encerrou com 586 milímetros de chuvas em Erechim, segundo a Emater.

As chuvas causaram erosão laminar e sulcos em algumas áreas de plantio  e transbordamento de terraços, com  assoreamento de estradas  e remoção de parte  do revestimento (cascalho). Também foram registrados ventos fortes que causaram destelhamento em algumas comunidades rurais.

Segundo a Emater, o excesso de chuva também prejudica as olerícolas e as frutas. No momento, os produtores planejam novos plantios de parreiras, noz-pecã, moranguinho e maçã. Na região do Alto Uruguai, muitos produtores demonstraram interesse em instalar pequenas agroindústrias de suco de uva e laranja. Devido ao volume de chuvas, tem ocorrido queda das frutas, principalmente, nas variedades Iapar e Navelina.

As condições climáticas das últimas semanas de maio também não foram favoráveis à atividade apícola. A procura por mel tem sido alta, mas a quantidade produzida não é suficiente para atender a demanda. O mel foi vendido entre R$ 15,00 e R$ 20,00 o quilo.

A bovinocultura de leite também está sendo prejudicada pelo excesso de chuvas que dificulta o manejo das pastagens. O custo de produção diminuiu devido à baixa do preço das matérias primas das rações.