divdiv
PUBLICIDADE

Justiça

Publicidade

Grupo que aplicava ‘golpe da OLX’ é condenado a mais de 90 anos de prisão

Entre os condenados estão detentos, que cometeram os estelionatos de dentro do Complexo Prisional

Por: Portal Terra

Um grupo criminoso que aplicava o chamado ‘golpe da OLX’ foi condenado a mais de 90 anos de prisão pela Justiça de Goiás. Segundo consta nos autos, a organização, composta de 6 integrantes, cometeu o crime contra pelo menos 37 pessoas, entre abril e agosto de 2019. Entre os condenados estão detentos, que cometeram os estelionatos de dentro do Complexo Prisional de Aparecida.

Conforme expõe o processo, o grupo procurava anúncios de venda de produtos diversos pela plataforma OLX, contatava as vítimas anunciantes e falsificavam comprovantes de pagamento para fingir que haviam finalizado a compra.

Por fim, a organização contratava um mototaxista para buscar os produtos – geralmente computadores e aparelhos de celulares, que não haviam sido verdadeiramente pagos – e entregar na casa de comparsas.

O grupo ainda utilizava a identidade das vítimas para se passar por elas para perpetrar novas fraudes. Em posse dos itens, o grupo fazia a revenda na feira de Ceilândia, no Distrito Federal (DF).

Penas

Na sentença, a juíza Placidina Pires ponderou que as circunstâncias do crime são desfavoráveis, “porque, além de os delitos terem sido aplicados pela rede mundial de computadores, com capacidade de ludibriar uma grande quantidade de pessoas, tanto que algumas sequer foram identificadas, os golpes foram perpetrados mediante o emprego de cópia de documentos de terceiros e a falsificação de comprovantes bancários”.

A magistrada estipulou as seguintes penas: Márcio Rodrigues Correa foi condenado a 99 anos, dois meses e 20 dias de reclusão; Luciano Dias Ferreira Rodrigues: 74 anos e 10 meses de reclusão; Rafael Lennon da Silva a 58 anos e 10 meses de reclusão; Wanderson Gonçalves Dias Rocha a 22 anos, nove meses e 10 dias de reclusão; Léia Meschick a 11 anos de reclusão – todos em regime inicialmente fechado; e Simone Alves de Lacerda, a 7 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Publicidade