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Mãe de quatro meninos, erechinense conta sobre parceria no trabalho e desafios da maternidade

Especial mês das mães: Mãe e filho realizaram ação para ajudar os afetados pelas fortes chuvas no Estado.

Por: Da Redação
Fotos: Arquivo Pessoal/Adriane Carlotto

O desafio em ser mãe pode ser encontrado em muitos aspectos. Durante a maternidade, as mulheres passam por mudanças físicas, psicológicas e sentimentais. Seja mãe de primeira viagem ou não, a mesma dúvida pode surgir: como educar e cuidar de uma criança? E de quatro crianças?

A corretora imobiliária Adriane Carlotto nasceu em uma família majoritariamente de mulheres. Rodeada pelas irmãs e pelas sobrinhas, ela conta que ser mãe dos quatro primeiros meninos da família foi desafiador. “Com o meu primeiro filho, eu não sabia nem como lidar direito. Sendo mãe de primeira viagem, no começo a gente tem medo de muita coisa, mas ele foi o principal divisor de águas na minha vida. Existe uma Adri antes, e depois, do Adriano”, conta.

O sentimento materno de cuidado e amor já existia na relação com as sobrinhas, a novidade para a corretora foi o momento da amamentação. “Eu me encantei com o momento de amamentar, com a conexão e união com o bebê, e é algo que eu procuro manter até hoje com meu filho mais novo. A gente não empresta uma parte nossa para nosso filho, a gente se entrega”, relata Adriane.

“Eu sou apaixonada em ser mãe. É o que me motiva ser alguém cada dia melhor, ser exemplo e referência para os meus quatro meninos”, complementa.

Parceria no trabalho

Hoje, com 16 anos, Adriano mantém uma parceria de trabalho com a mãe. Donos de uma lavanderia, ele conta que cada dia é um novo aprendizado, além de fortalecer a relação dos dois. “Trabalhar com a minha mãe agrega muito na minha vida, todo dia aprendo algo novo, além de fortalecer nossa relação de mãe e filho. Sabemos que podemos contar um com o outro e estamos sempre nos apoiando e nos dando força”, conta Adriano.

A corretora relembra que a ideia de abrir uma lavanderia surgiu dos momentos de ser mãe. “Com quatro filhos, marido, cachorro e casa, nós sempre tínhamos muita roupa suja e eu aprendi desde muito nova que pode sair com roupa rasgada, mas jamais suja”, relembra.

Segundo Adriane, abrir o negócio com o filho foi uma forma de ensiná-lo e prepará-lo para a vida. “Tenho certeza de que estou criando homens dignos, prósperos e humanos mas tenho que treiná-los para a vida, mostrar as dificuldades, e quero fazer isso estando do lado enquanto posso”, conta Adriane.

“Não existe um curso para pais, uma especialização de como ser mãe. Nós buscamos fazer o melhor por eles, mesmo que a gente erre no caminho”, complementa.

Ação para ajudar as vítimas das enchentes

Diante de toda a tragédia que atingiu o Estado nos últimos dias, mãe e filho pensaram em como poderiam contribuir com os afetados pelas enchentes. “Nós dois estávamos dentro da lavanderia olhando a chuva e pensando o que poderíamos fazer. Cada um estava contribuindo com o que podia, fosse doações, mão de obra, dinheiro. Então pensei: nós podemos lavar”, relembra Adriane.

A lavanderia da corretora e do filho ofereceu dois dias de serviços gratuitos além de se tornar um ponto de arrecadação de doações. “Colocamos a mão na massa. Tinha muita roupa, sacolas com peças embarradas e encharcadas. Nossas máquinas não são industriais, são máquinas adaptadas para serviço de auto atendimento, então nós paramos tudo para lavar”, conta.

Adriano relembra que foi nesse momento que ele passou a admirar ainda mais a mãe. “Buscamos fazer isso como uma forma de colaborar com quem precisava, mas nesse momento pude ver o comprometimento e a dedicação que a minha mãe tem em ajudar os outros”, relembra.

Adriane conta que no fim o sentimento foi de missão cumprida. “Nos espantamos vendo a sujeira, ficávamos pensando que se as roupas estavam assim, a situação por lá devia ser muito triste. Quando chegamos no fim, ficamos torcendo para que nosso trabalho tenha amenizado, nem que seja um pouco, o dano de algumas famílias”, explica.

Mãe de quatro meninos

Além de Adriano, a corretora também é mãe de mais três meninos: Pedro Cezar, 10, Valentino, 6, e Martin, 2. E os quatro ressaltam a força e o amor da mãe. “Ela é a mulher mais forte que a gente conhece, está sempre enfrentando os problemas com um sorriso no rosto. Ela é muito família, está sempre nos apoiando, protegendo e ensinando. Sabemos que podemos confiar nela para o que precisarmos. Temos muito orgulho dela”, finalizam os meninos.

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