Mais de 100 empresas do ramo de festas e eventos pedem socorro para o setor
Carta Aberta pede realização de eventos com até 30% da capacidade, linhas de crédito, renegociação de dívidas e reagendamento de festas e eventos.
Representantes de 113 empresas promotoras de festas e eventos de Erechim, acompanhados do presidente da ACCIE, Fábio Vendrúscolo, se reuniram no último dia 29 de abril com integrantes da Administração Municipal e Câmara de Vereadores para fazer a entrega oficial de uma Carta Aberta ao Governo do Município com o objetivo de solicitar socorro para o setor que paralisou totalmente as atividades. No documento os empresários expõem a atual situação dos empreendimentos em relação a pandemia do novo coronavírus enfatizando os prejuízos do setor com as medidas tomadas pela atual administração como forma de evitar a propagação da covid-19.
Conforme o setor, em razão do cancelamento de eventos das mais diferentes espécies as perdas são bem mais que financeiras, mas de caráter moral. Um único evento mobiliza dezenas de profissionais de diferentes áreas. Segundo balanço realizado e divulgado pela ABRAFESTA (Associação Brasileira de Eventos Sociais), o mercado de festas e eventos vem movimentando em média 17,2 bilhões ao ano em todo o país, mesmo enfrentando cenários econômicos instáveis.
“Cabe lembrar que não há questionamento referente as medidas que foram tomadas pelo Poder Executivo do Município de Erechim. Em verdade, o que se busca é o amparo do poder público municipal, quanto a restrição de circulação e TOTAL proibição de eventos com aglomeração de pessoas em nosso município. Por isso pedimos que as medidas adotadas pelo Plano Estratégico para liberação das academias, dos bares e dos restaurantes, também possam ser adotadas pelo ramo de festas e Eventos, a fim de evitar o prejuízo em demasia, o que já vem acontecendo”, consta na Carta encaminhada ao Executivo Municipal.
Entre as medidas preventivas incluem:
- Incluir a realização de eventos privados no plano de liberação das atividades e serviços privados não essenciais, os quais devem ser submetidos às mesmas regras de funcionamento; podendo o mesmo ser encaixado dentro das diretrizes da liberação dos cultos religiosos, que permitem até 30% da lotação máxima permitida.
- Criar aos microempreendedores individuais e às microempresas da nossa categoria uma linha de crédito compatível com declaração de renda de cada empresa, afim de justificar suas perdas, com carência de 06 (seis) meses para pagar, com juros alinhados a taxa Selic e parcelado em até 24 meses e sem necessidade de apresentar imóvel ou avalista como garantia
- Criar uma linha de crédito para profissionais autônomos do ramo de festas e eventos de pelo menos 10 mil reais com carência de 12 meses para início do pagamento, com juros alinhados a taxa Selic e sem necessidade de comprovação de renda ou de avalista.
- Garantir aos microempreendedores individuais, microempresas e Profissionais autônomos de nosso ramo, renegociação das dívidas com o município ISS, IPTU dom meses de Março, Abril, Maio, Junho e Julho todos de 2020, com aos quais serão o período que cremos que nosso ramo de atividade mais será afetado, parcelamento sem juros, em até 12 meses e com carência de 6 meses.
- Obrigatoriedade de Re-agendamento das festas cujos contratos já tenham sido firmados com os clientes. Em caso de solicitação de Cancelamento por parte do consumidor, requer-se a autorização para cobrança da multa contratual, posto que, muito embora a razão para a não realização das festas se trate de motivo de força maior, as empresas têm oferecido a opção de re-agendamento do evento pelo período de até 1 ano.
Confira a Carta Aberta assinada pelas mais de 100 empresas do ramo de festas e eventos na íntegra: