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Assistência Social

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Mobilização feminina luta por casa de acolhimento específica para mulheres vítimas de violência

Segue com avanços a concretização de uma casa específica para acolhimento de mulheres vítimas de violência

Por: Dhieison Cardoso
Fotos: Luiz Carlos Arpini/Internet

A mobilização feminina e o trabalho coletivo pela concretização de uma casa específica de acolhimento às vítimas de violência doméstica no município de Erechim segue com avanços.

Necessidade de casa específica para os casos

O grupo descartou a possibilidade de transformar a casa de acolhimento (albergue) do município nesta casa de acolhimento às vítimas. A vereadora Sandra Picolli explica que o local precisa de critérios específicos de atendimento e proteção às mulheres.

”Tudo começou com a questão de que nós temos uma casa de acolhimento que foi construída no município de Erechim, porém ela não está em funcionamento. Foi um recurso de uma emenda parlamentar viabilizada em 2015/2016, concluída no ano passado (2019). Então, através de pedidos de informações e visita a esse espaço e de uma audiência pública que realizamos aqui, concluímos que o espaço não é adequado para esta finalidade. Por conta de que uma casa de acolhimento precisa ser itinerante, um espaço secreto, sem divulgação, visibilidade e que de tempos em tempos se mude o local.” Explica Sandra.

Mudança de objeto na casa já construída

Integrantes do poder público defendem a ideia de transformar a casa já construída que não está em funcionamento em um centro de referência para integração de trabalhos em atendimento às mulheres.

”Esse espaço que está construído, nós estamos tentando a mudança de objeto para que se torne um centro de referência que também é uma necessidade no município  para trabalhar em rede. Porque hoje a mulher te que se deslocar para vários lugares até fazer a denúncia, passar pelos exames. Nós não temos um trabalho em rede, um trabalho em conjunto de atendimento a essas vítimas.” Pondera a vereadora.

Comissão de mulheres do Alto Uruguai

”Nós provocamos um encontro das lideranças femininas regionais que aconteceu dentro do período de 16 dias de ativismo – durante momento promovido pela a ONU a nível mundial. Formamos uma comissão de mulheres de diversos municípios do Alto Uruguai que de tempos em tempos se reúnem.” Divulga.

Grande objetivo

O trabalho da comissão e de todas as mulheres envolvidas para a concretização envolve diversas autoridades incluindo juíza, delegada, secretárias, presidentes e demais representantes de órgãos importantes para proteção e prevenção dos casos de violência a mulher.

”O nosso grande objetivo nesse momento é viabilizar essa casa, seja em Erechim ou município próximo, mas que possa atender as vítimas de toda a região – percebemos um aumento crescente dos casos e Erechim está figurando o mapa das cidades no Rio Grande do Sul nos casos de feminicídio e violência doméstica.” Enfatiza Sandra Picolli.

Sandra Picolli

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