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Produtora erechinense circula com espetáculo sobre violência sexual infantil e juvenil

Ao retomar as atividades a produtora organiza o projeto que visa alertar sobre o tema

Por: Ascom

A Dueto Produções Culturais e Artísticas Ltda., produtora erechinense, voltou a circular com o espetáculo “Memórias de Nina” em dezembro do ano passado, monólogo cujo tema é a violência sexual infantil e juvenil. A retomada das apresentações presenciais ocorreu em Nonoai, na região Médio Alto Uruguai do RS, quando da contratação de três sessões do espetáculo pelo poder público do município, que foram realizadas aos pré-adolescentes, adolescentes e jovens da rede pública de ensino, observando as recomendações sanitárias em relação à pandemia da COVID-19 do período para a cidade.

A violência e sexual na infância e na adolescência aumentou consideravelmente no contexto da pandemia da COVID-19. O tema, que sempre mereceu atenção e iniciativas dos diversos segmentos sociais, precisa alcançar agora um patamar de visibilidade e mobilização bem maior. Isso não significa que antes de 2020 o abuso e a violência sexual infantil e juvenil não encontravam antagonismo em diversas frentes, pelo contrário, foi no propósito de realizar este contraponto que a Dueto Produções, ainda em 2006, estreou referido espetáculo, que já circulou por mais de 300 cidades dos três estados da Região Sul e do interior de São Paulo.

Nos meses de fevereiro, março e abril de cada ano, a produtora organiza o projeto de circulação de “Memórias de Nina” para os meses de maio, oportunidade na qual ele compõe a programação de prefeituras e demais instituições acerca do dia 18 de maio, o Dia Nacional do Enfrentamento ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A montagem, em 2022, completará 16 anos em atividade e, desde que estreou, levanta discussões fundamentais junto ao público mencionado por meio de sua temática e de sua linguagem artística.

Ao mencionar a importância da montagem, Fabiano Tadeu Grazioli, responsável pela direção e dramaturgia, destaca dois aspectos. O primeiro diz respeito ao próprio teatro: ““Memórias de Nina” é capaz de proporcionar o contato com a linguagem cênico-teatral, ou seja, no caso desta montagem, com a literatura dramática transformada em espetáculo teatral, e a oportunidade de adentrar na temática abordada pela linguagem artística por excelência, que é a da encenação teatral, ao invés da linguagem informativa, publicitária ou jornalística como a questão vem sendo apresentada ao público que geralmente assiste ao espetáculo”.

No segundo aspecto, Fabiano pontua a temática: “De um modo sensível, “Memórias de Nina”, oportuniza a inserção do público nos debates sobre o abuso e a violência sexual na infância e na juventude e possibilita compreender os contextos a partir dos quais a problemática se apresenta, bem como alguns de seus desdobramentos na sociedade contemporânea, o que vai ao encontro da urgência de se abrir espaço para a discussão sobre um tema muitas vezes negligenciado”.

O público a que espetáculo se destina é a faixa etária a partir de 9, 10 anos, portanto, pré-adolescentes, adolescentes e jovens. O público adulto também pode assistir ao espetáculo, inclusive, muitas sessões são realizadas para esta plateia, que compõe aquela que chamamos de “rede de proteção” das crianças e dos adolescentes no contexto da comunidade.

As cenas de violência sexual, na montagem, são apresentadas de maneira simbólica, uma escolha concebida já na dramaturgia e articulada na direção e nos demais aspectos da encenação. Gabriele Dors interpreta o monólogo, que exige que ela intercale ao texto diversas canções infantis, trabalho amplamente elogiado pela carga dramática e amparo técnico com que a atriz o realiza. Jolcinei Luis Bragagnolo apresenta uma cenografia propositalmente composta de poucos elementos à montagem, que são potencialmente aproveitados na encenação. O figurino, também criação do artista, joga com elementos que ampliam os significados da dramaturgia e da encenação. Para receber o monólogo em sua cidade, as instituições como Centros de Referência em Assistência Social, Centro de Referência Especializada em Assistência Social, Secretarias de Assistência Social, Secretárias de Saúde, Secretarias de Educação, universidades, escolas, entre outras, devem escrever para [email protected], ou entrar em contato pelo número (54) 99113-4173 (telefone e WhatsApp), dirigindo-se a Fabiano Tadeu Grazioli, que também cuida da produção do espetáculo

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