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Secretaria da Saúde orienta equipes da Atenção Primária para atendimento de casos pós-covid

A Secretaria da Saúde (SES) publicou, nesta sexta-feira (23/7), uma nota orientadora para o atendimento das unidades da Atenção Primária em Saúde (APS) a pessoas que já tiveram covid-19 no Rio Grande do Sul. O cuidado na fase pós-aguda da covid-19 tem por objetivo a reabilitação, a redução de complicações e o risco de nova internação hospitalar.

A publicação explica que a covid-19 pode ter manifestações após o período agudo da infecção, apresentando um comprometimento prolongado em vários órgãos do corpo humano. Esta situação pode ser denominada de covid “longa” e inclui sintomas persistentes que variam de quatro a 12 semanas após o quadro agudo da doença. Também pode ocorrer a síndrome pós-covid-19, com sintomas que persistem ainda após esse período. Podem ser afetados os sistemas respiratório, músculo-esquelético, tegumentar (revestimento externo dos seres vivos, como pele, unhas, cabelos), cardiovascular, sensorial e nervoso, digestório e urinário.

De acordo com a nota, estudos apontam que aproximadamente 10% dos pacientes com quadros leves a moderados da doença apresentam sintomas prolongados, que duram cerca de três semanas. Entre os pacientes que necessitam internação, especialmente em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI), estes sintomas residuais podem ser muito mais frequentes. Mais de 80% dos pacientes reportaram ao menos um dos sintomas após 60 dias do início do quadro.

Recomendações

A publicação traz recomendações para o diagnóstico dos recursos da rede local e regional e a organização assistencial das equipes, de acordo com as demandas do território. A APS, como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), atua em todas as fases da doença, desde a prevenção até a reabilitação.