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Religião

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Sim!

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Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

Na retomada do Tempo Comum, em sua 10ª semana, a Liturgia de hoje oferece um mapa dos caminhos de Jesus e da responsabilidade de quem se deixa orientar pela sua Palavra. Aos habitantes de Corinto, Paulo escreveu: “o Filho de Deus, Jesus Cristo, que nós pregamos entre vós, nunca foi ‘sim-e-não’, mas somente ‘sim’” (2Cor 1,18-22).

Na história das nossas comunidades, mas inclusive em nossas biografias, estão escritos tantos “nãos”. Não pode, não deve, não tem como, não há possibilidade. Os “nãos” afastaram tanta gente, magoaram muitos, traumatizaram outros. O tempo em que o moralismo esqueceu o “sim” das formas possíveis é insistente. Ao entrar nesse novo Tempo Litúrgico, se abre um novo convite: participar do “sim” de Jesus é encontrar as brechas de luz que habitam todas as situações, mesmo aquelas que aparentemente não há saída. O cristão não é um fatalista, não é um anunciador da desgraça, mas busca sinais, um pequeno passo possível, uma saída no meio do caos.

Porque é orientado pelo “sim”, o seguidor de Jesus deve ser decisivo no “não” para outros caminhos: da maldade, do ódio, da injustiça, da vingança… Só consegue vencer esse risco quem está orientado pela vocação de ampliar a vida, de alargar as possibilidades. “Vocês são o sal da terra”, “vocês são a luz do mundo”, diz Jesus no evangelho (Mt 5,13-16). Ser sal e luz significa viver, aqui e agora, olhando para o futuro, a vastidão de uma vida feita de “sim”. O “sim” das portas abertas, como diz poeta Francesco Fiorillo:

Amo as portas abertas,
aquelas que deixam entrar noites e tempestades,
pólen e espigas de milho.
Amo portas abertas, redes rasgadas, buracos na pedra, na seda, na igreja, que se abrem para espaços a serem explorados.
Amo as portas abertas de amantes obstinados, de visionários perigosos,
daqueles que fizeram um voto de ‘vastidão’, estradas para todos nós em direção a um paraíso que já está aqui.
Eu amo as portas abertas de Deus.

Pe. Maicon A. Malacarne

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