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Religião

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Superar o passado!

Há muitas coisas do passado que nos tornam prisioneiros! Memórias, traumas, despedidas, violências, saudades, questões mal resolvidas, são algumas situações que nos mantém amarrados! Cada história precisa ser amada, ouvida, acolhida com generosidade, sem o perigo da avaliação sem caridade de quem não sente na pele os acontecimentos. No entanto, na estrada do seguimento a […]

Por: Pe. Maicon A. Malacarne 
Fotos: Reprodução

Há muitas coisas do passado que nos tornam prisioneiros! Memórias, traumas, despedidas, violências, saudades, questões mal resolvidas, são algumas situações que nos mantém amarrados! Cada história precisa ser amada, ouvida, acolhida com generosidade, sem o perigo da avaliação sem caridade de quem não sente na pele os acontecimentos.

No entanto, na estrada do seguimento a Jesus, no evangelho de hoje, encontramos uma expressão pela qual Jesus apontava certo rompimento com o passado, a fim de que a felicidade e uma nova história possam ganhar mais espaço. Não se trata de negar o passado, mas de compreendê-lo!

A expressão de Jesus é emblemática: «deixa que os mortos sepultem seus mortos». À primeira vista, parece uma insensibilidade de Jesus para aquela pessoa que pediu para antes de segui-Lo ir enterrar o seu pai (Mt 8,18-22). Se escaparmos da leitura literal, vamos compreender que o convite de Jesus era dar um passo a mais: ‘deixar os mortos sepultarem os mortos’ significa deixar o passado enterrar o passado e esforçar-se para dar um salto para frente.

O perigo de sempre buscar «voltar para trás» é insistir na repetição do passado. O futuro não pode ser uma reprodução do passado! O passado pode iluminar, apresentar as raízes, as intencionalidades, as memórias, mas o hoje e o amanhã são construídos a cada dia, com a abertura aos sinais de cada tempo.

A oração de hoje é sobre como temos conseguido curar e consolar as dores do passado a fim de uma liberdade maior para viver o «hoje» da história!

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