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Religião

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“Teu irmão…”

No evangelho de hoje, acompanhamos o que se pode chamar de pedagogia da reconciliação: “se teu irmão pecar contra ti…” inicia o texto (Mt 18,15-20).

Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

O tema da convivência fraterna era muito caro para Jesus. De fato, no evangelho de hoje, acompanhamos o que se pode chamar de pedagogia da reconciliação: “se teu irmão pecar contra ti…” inicia o texto (Mt 18,15-20). O que fazer? Primeiro, “vai corrigi-lo, mas em particular, a sós”; não dando certo, “toma contigo mais uma ou duas pessoas”; se nem mesmo assim, terceiro, “dize-o a Igreja”; persistindo, quarto, “seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público”.

Uma leitura rasa poderia chegar à conclusão que é um percurso de condenação. Na verdade, é o itinerário do amor. As pessoas por quem Jesus dedicou boa parte da sua missão foram os pagãos e os pecadores públicos. Poderia se dizer mais: Jesus deu a vida por eles! Considerá-los nessas categorias, no fundo, significa dizer: devemos amá-los mais, dedicar-se mais a eles que são os grandes destinatários do evangelho.

O poder de Pedro, de “ligar e desligar”, só tem sentido por dentro deste estilo de vida de amor e de perdão. Para chegar nesta maturidade, é fundamental compreender bem a importância da boa convivência entre os discípulos de Jesus. A chave do evangelho insiste em chamar o outro de “teu irmão”. Uma pessoa não pode ser reduzida ao seu erro. Quando somos chamados a intervir para corrigir um erro, não se pode esquecer que quem errou é “meu irmão”. Todo tipo de humilhação, de deboche, de ironia, é negação desta fraternidade.

Os que aprenderam amar conseguem crescer na convivência, na correção, na fraternidade… os que escolhem não amar, caem sempre na tentadora capacidade de ferir, de humilhar e de maltratar. É reflexo do seu interior!

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