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Vereadora de Porto Alegre acusa colega de machismo: ‘Perguntou se eu tinha tesão nele’

Segundo Bruna, durante uma discussão acalorada, o vereador Alexandre Bobrada (PSL - RS) teria feito ofensas de cunho sexista à parlamentar

Por: UOL

Bruna Gonçalves (PCdoB) pediu para que a Comissão de Ética da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, investigasse um episódio de violência política de gênero que teria acontecido durante uma sessão da casa na última quarta-feira, 1.

Segundo Bruna, durante uma discussão acalorada, o vereador Alexandre Bobrada (PSL – RS) teria feito ofensas de cunho sexista à parlamentar, chegando a perguntar se ela sentia “tesão” por ele. “A assembleia estava discutindo uma pauta sobre a demissão dos cobradores do transporte público gaúcho, mas o Alexandre não me deixava falar. Foi quando o chamei de machista e ele me rebateu perguntando se eu tinha ‘tesão nele'”.

Em entrevista, a vereadora contou que, em um primeiro momento, ficou com receio de expor o episódio, com medo de sofrer retaliações: “Mesmo sendo uma mulher feminista, eu pensei em não falar. Fiquei com medo. É sempre o violentador negando a violência, a vítima precisa ficar se provando o tempo todo. Só decidi levar a denúncia à diante porque lembrei de quantas mulheres ele poderia atingir com esse comportamento —se ele foi capaz de fazer isso contra uma vereadora dentro de um plenário, imagina com uma civil qualquer”.

Bruna e sua equipe estudam quais medidas judiciais tomarão daqui em diante e afirma que o presidente da casa já foi informado sobre o incidente, além de ter denunciado o episódio à Comissão de Ética. Após o conflito, Bruna postou um relato sobre o episódio em suas redes sociais; o post já conta com 4,5 mil compartilhamentos.

Outro lado fala em “perseguição política”

O vereador Alexandre Bobrada (PSL) negou ter ofendido Bruna e questionou a falta de provas da mesma. De acordo com o político, foi Bruna quem faltou com decoro dentro de plenário, referindo-se a ele como fascista, mimado e machista. “Falei para ela que pretendia representar essas ofensas ao presidente da Câmara. Acho que ela ficou com medo de que eu seguisse com a denúncia e por isso decidiu inventar essa história.”.

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