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Falta de vacinas coloca saúde de crianças em risco no Alto Uruguai

Ha seis meses não ha doses disponíveis da vacina que protege contra cinco doenças nos postos de saúde

Por: Cristiane Rhoden
Fotos: Luiz Carlos Arpini/EBC

A vacina que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite bacteriana está em falta no país. No Alto Uruguai não há doses disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde não sabe dimensionar quantas crianças menores de seis meses não foram imunizadas por essa carência. Situação que preocupa já que não há previsão para um novo abastecimento. A saúde dos menores está em risco.

A pentavalente faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde) e deve ser aplicado em bebês aos 2, 4 e 6 meses, com reforço após um ano de idade. A vacina deve ser oferecida de graça nos postos de saúde. Só nos dois principais hospitais de Erechim nasceram nos últimos seis meses, 1003 crianças. Como a pentavalente está em falta desde agosto de 2019, esses bebês podem não ter recebido nenhuma dose.  Apenas os pais que conseguiram comprar a vacina em clínicas particulares, onde também ha falta da vacina, tiveram os filhos imunizados. A dose custa em média R$ 300.

Situação preocupante

A 11ª Coordenadoria Regional de Saúde alega que o Ministério da Saúde é responsável pelo fornecimento. Para a coordenadora regional de imunizações, Florisa Grzybowski, a situação é bastante delicada. “Nós sabemos que o Governo Federal comprou um lote de mais de 800 mil doses, mas ainda está se aguardando a liberação da Anvisa para se distribuir o medicamento. Por isso não há prazo especifico. Esperamos que essa vacina chegue ainda neste mês porque temos aqui na região crianças que não receberam nenhuma dose”, pondera.

A coordenadora revela que apesar do Brasil não ter casos comuns de difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite bacteriana as crianças corem riscos. “É importante evitar lugares com muita gente pu fechados.

O Brasil precisa de 800 mil doses por mês e, como não existe fabricante nacional, compra a vacina através da Organização Pan-Americana da Saúde, à Opas.

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