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Saúde

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Sintomas da doença falciforme vão além da anemia; saiba mais

Doença hereditária e genética pode causar dores intensas.

Por: Agência Brasil
Fotos: Wilson Dias

Genética e hereditária, a doença falciforme é uma condição de saúde que vai muito além da anemia, termo pelo qual costuma ser popularmente conhecida. Trata-se de uma doença sistêmica, que afeta diversos órgãos do corpo e é transmitida de pais para filhos.

A principal característica da doença está na alteração das hemácias, os glóbulos vermelhos responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo. Nessas condições, as células perdem o formato habitual e assumem uma aparência alongada, semelhante a uma foice. Essa mudança compromete sua flexibilidade e reduz seu tempo de vida, fazendo com que o paciente esteja constantemente em estado de anemia.

Além disso, as hemácias alteradas podem obstruir pequenos vasos sanguíneos, dificultando a circulação e provocando danos em diferentes partes do corpo. Com o passar do tempo, essa condição pode comprometer o funcionamento de órgãos importantes, como coração, pulmões e rins.

O diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença. No Brasil, há mais de duas décadas, a triagem é realizada por meio do Teste do Pezinho, exame obrigatório em recém-nascidos. A identificação antecipada permite iniciar o acompanhamento médico desde cedo, reduzindo riscos e melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

Embora, na maioria dos casos, a doença não tenha cura, é possível controlar os sintomas com tratamento adequado. Em situações específicas, o transplante de medula óssea pode ser uma alternativa curativa, desde que o paciente atenda aos critérios necessários.

Entre os sintomas mais comuns estão as crises de dor intensa, causadas pela obstrução dos vasos sanguíneos. Essas dores podem atingir diferentes regiões do corpo e, em casos mais graves, exigem atendimento hospitalar.

Outro ponto importante é a conscientização da população. O Dia Mundial da Doença Falciforme, celebrado em 19 de junho, busca ampliar o conhecimento sobre a condição, combater preconceitos e incentivar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento adequado.

A doença é mais frequente na população negra, mas não se restringe a um grupo específico, estando presente em diversas regiões do mundo. No Brasil, estima-se que até 100 mil pessoas convivam com a condição, reforçando a importância de políticas públicas, informação e acompanhamento contínuo para garantir mais qualidade de vida aos pacientes.

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