Coluna da Turma do Nininho: Bruno, Chita, Marília e Nino
AMIGOS PELO ESPORTE, UNIDOS PELOS IDEAIS OLÍMPICOS!
A Coluna da Turma do Nininho é um canal de informações que irá abordar assuntos relacionados à Educação, Educação Física, Educação Olímpica, Esportes, Rock, Cinema e dicas culturais. A Coluna é idealizado pelos Professores de Educação Física Bruno Felipe Assoni Faleiro, Edenir “Chita” Serafini, Marília Petzen Ongaratto Badalotti e José Luis “Nino” Dalla Costa.
Em 2015 Chita, Marília e Nino escreveram A Turma do Nininho e o MiniVoleibol pela Editora Habilis Press.
ANO 01 – N° 03 – MARÇO/ABRIL de 2017.
AÇÕES AMPLIADAS PENSE – ESTUDE – EXPERIENCIE
Esporte, Rock, Show, Tic-Tac…
A coluna está dividida em duas seções:
1ª seção: Ações Ampliadas: Pense – Estude – Experiencie: ações promovidas pelo GEPEF/EO;
2ª seção: Esporte, Rock, Show, Tic-Tac…: Informações gerais.
- Ações Ampliadas: Pense – Estude – Experiencie
Estaremos por meio desta coluna divulgando informações sobre as atividades desenvolvidas pelo Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física/Educação Olímpica (GEPEF/EO) dos Cursos de Educação Física Bacharelado e Licenciatura da URI Erechim.
OS SÍMBOLOS OLÍMPICOS I
Os Aros Olímpicos e a Bandeira Olímpica:
Nas cores azul, amarelo, preto, verde e vermelho, interligados sobre um fundo branco, os aros olímpicos foram idealizados em 1914, pelo Barão Pierre de Coubertin.
Os aros representam a união dos cinco continentes e pelo menos uma de suas cinco cores, está presente na bandeira de cada um dos Comitês Olímpicos Nacionais vinculados ao Comitê Olímpico Internacional (COI). É a principal representação gráfica dos Jogos Olímpicos e a marca do próprio COI. Dispostos sobre um fundo branco, eles também compõem a bandeira Olímpica que é hasteada em todas as cerimônias oficiais dos Jogos. Em breve, os demais Símbolos Olímpicos…A Tocha Olímpica; O Lema Olímpico; O Juramento Olímpico e o Hino Olímpico. Fonte: rio2016.com/educacao
Grupo de Estudos em Educação Olímpica realiza “Operação Olímpica de Páscoa”
Acadêmicos e professores do Curso de Educação Física e da Escola de Educação Básica da URI desenvolveram a primeira ação da “Operação Olímpica de Páscoa”. O grupo faz parte do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física/Educação Olímpica (GEPEF/EO).
Páscoa é renascimento, é recomeço, é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade, afirma o professor José Luis “Nino” Dalla Costa. Por isso, diz ele, “não basta falar sobre solidariedade, fraternidade, sobre os Valores Olímpicos (Respeito, Amizade e Excelência). É necessário pensar, sentir, agir e viver sobre o que se fala, o que se prega”.
A primeira ação aconteceu na quarta-feira, 05/04, na Sociedade Beneficente Jacinto Godoy – Lar dos Velhinhos de Erechim. Fizeram parte da equipe os professores José Luis “Nino” Dalla Costa, Bruno Felipe Assoni Faleiro e a Tradutora e Intérprete de Libras, Karina do Amaral Zogbi Ferrasso, bem como os acadêmicos Gustavo Lopes Gomes, Lucas Fernando Camerini, Stefany Krebs, Aurora Bigaton, e o Coelho Olímpico de Páscoa que foram recebidos pela Psicóloga Eliana Albuquerque Santin.
Durante a visita, o professor Bruno e os acadêmicos desenvolveram atividades de ginástica e música de forma recreativa, onde no final da ação aconteceu uma confraternização com os participantes, com músicas gauchescas e até de autoria dos idosos. Finalizando o momento, o professor e os acadêmicos realizaram a entrega de uma lembrança aos idosos e uma oração de agradecimento pela vivência e aprendizado entre os participantes.

Na sexta-feira, 07/04, à tarde, foram realizadas atividades recreativas na Gincana de Páscoa, com alunos da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (Apada), de Erechim. A ação foi coordenada pela professora Daiane Pegoraro e as atividades reforçaram os objetivos da entidade, que visa o desenvolvimento global do surdo, integrando-o individual, familiar e socialmente.


À noite, no ginásio da URI, foram desenvolvidas atividades de iniciação esportiva (Mini Basquetebol) com crianças do Cantinho da Luz. A ação foi desenvolvida pelos acadêmicos do Curso de Educação Física Licenciatura – turma 2015.

A ação encerrou nesta segunda-feira, 10, na URI Erechim, quando estudantes, professores, funcionários e integrantes do projeto Universidade sem Limites receberam a visita do Coelho de Páscoa e seus ajudantes. A iniciativa promoveu momentos de integração, descontração e de confraternização entre direção, funcionários, professores, colaboradores e acadêmicos.


- Esporte, Rock, Show, Tic-Tac..
Frase do mês:
“O ser humano é só carne e osso e uma tremenda vontade de complicar as coisas.”
VALTER HUGO MÃE, escritor português.
Trilha sonora do mês:
Pearl Jam – Black
Pearl Jam – Black 2016 Live Miami Performance
Endereço eletrônico:
https://www.youtube.com/watch?v=KATgSvExnYQ
- Faleiro entrevista:

Stefany Krebs (18 anos) convocada para integrar seleção feminina de futebol de surdos.
Stefany está no 1° semestre do Curso de Educação Física Licenciatura da URI Erechim.
Prêmios no Futsal: 11 troféus (1 de Destaque, 2 de melhor jogadora do Brasileiro e Mundial e 8 de artilheira) e aproximadamente 70 medalhas.
Primeira convocação para o Futebol de Campo:
A Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS) convocou a surdo atleta Stefany Krebs na modalidade de Futebol de Campo Feminino para representar o Brasil na 23ª Surdolimpíadas de Verão de 2017, que será realizado no período de 18 a 30 de julho de 2017, em Samsun na Turquia e organizado pelo ICSD – Comitê Internacional de Desportos de Surdos. O IOC – Comitê Olímpico Internacional reconhece o ICSD desde 1955, como entidade máxima desportiva internacional para surdos.
Neste próximo final de semana (de 28/04 a 02/05) Stefany estará em Jundiaí/ SP para participar nos treinamentos da Seleção Brasileira de Futebol da Confederação Brasileira de Desportos de Surdos (CBDS).
Conforme o Professor José Luis “Nino” Dalla Costa, Stefany está totalmente envolvida nas atividades do Curso e do GEPEF (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física/Estudos Olímpicos). A acadêmica participa ativamente das reuniões e das ações na comunidade organizadas pelo grupo. A acadêmica conta com o suporte dos colegas, professores e das professoras interpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) Vera Galli (acompanha as atividades acadêmicas) e Karina do Amaral Zogbi Ferrasso (acompanha as atividades no GEPEF/EO). Conforme Stefany “A surdez em si não implica em restrições à prática de atividade física. Por meio do esporte e da atividade física podemos melhorar nossa qualidade de vida, demonstramos nossa capacidade à sociedade e fortalecemos nossa autoestima. O esporte também contribui com a inclusão social.”

- Faleiro pergunta: Stefany, nos dias de hoje, sendo acadêmica do Curso de Educação Física, jogando pela seleção, você está realizando sonhos?
Claro que sim, estou realizando um sonho de conseguir mostrar o meu futebol para o treinador da Seleção Brasileira. Quando fiquei sabendo da convocação para representar o nosso país na Turquia, fiquei muito feliz. Sou titular fazem 4 anos da seleção brasileira. Tenho confiança em meu potencial para os estudos e para o esporte. Agradeço principalmente Deus, pois foi a vontade dele, a minha família pelo apoio e aos meus amigos.
Quero aproveitar para falar um pouco sobre Mundial. Esse momento foi o melhor da minha vida. Irei levar para toda minha vida, é muito emocionante. Eu e as minhas companheiras fomos muito bem lá, chegamos ao nosso objetivo de chegar na final, foi tudo realizado. Não esperava ser a eleita melhor jogadora do mundo, não conseguia acreditar, eu era pequena e sempre sonhei igual a Marta, mas deixei pra lá, continuei a fazendo o meu melhor para equipe e não só eu. Mas foi a vontade de Deus, esse prêmio que dou um pedaço para nosso país BRASIL, minha família, meus amigos, meus clubes onde comecei tudo até hoje, seleção brasileira, comunidade surda e tudo. Esse ano quero fazer o melhor do que antes, confio em Deus e minhas companheiras e vamos conseguir buscar mais uma medalha na competição na Turquia.
- Faleiro pergunta: Sabemos que são diversas as dificuldades para jogar em alto nível, como vem sendo a sua preparação e das companheiras de seleção? Qual a próxima competição com a seleção brasileira?
Bom, estamos muito focadas. Não treinamos juntas todos os dias, por falta de melhores condições (apoio). Trabalhamos, estudamos ou estamos em busca de trabalho. Fazemos esforços para treinar individualmente quando não treinamos juntas, por exemplo: academia, corrida e atividades físicas. Os treinadores também sempre nos incentivam no sentido de ficarmos a vontade, confiantes, determinadas visando a melhor adaptação com minhas companheiras.
- Faleiro pergunta: Nos momentos de dificuldades, durante os jogos, você considera-se uma líder?
Considero sim, gosto muito de ajudar, motivar, falar positivamente e passar força. Acredito muito nas minhas companheiras, conheço o potencial delas. Na Tailândia, sempre orávamos, palavras positivas. Importante uma liderança positiva para motivar e ajudar no que for necessário.
- Faleiro pergunta: De onde vem o maior apoio para você realizar seu trabalho, fazer as viagens?
Desde em 2013 fui convocada pela seleção brasileira para surdas para representar o Brasil no Chile. Fiquei muito feliz e emocionada. Ao mesmo tempo, fiquei triste por não ter apoio financeiro para custear despesas básicas (transporte por exemplo). Pensei em desistir por causa disso, porque precisava pagar tudo do bolso. Com fé em Deus e a ajuda de minha família, meu pai conversou com a empresa (CAVALETTI) e a empresa me apoiou para a viagem para o Chile. Agradeço muito a empresa Cavaletti por tudo, mas principalmente pela confiança depositada.
Faleiro: Obrigado pela entrevista, Stefany!
MAHALO!