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Hamilton assume papel de conselheiro para pilotos e deixa marca ainda maior na F1

O inglês demonstrou também se preocupar com os jovens adversários do grid e tem tomado atitudes que, certamente, irão perdurar por muito tempo e que mostram sua clara preocupação em fazer o esporte um ambiente acolhedor

Por: F1 Mania

Lewis Hamilton não cansa de surpreender seja com atitudes dentro ou fora da pista. Além de caminhar para se tornar o maior piloto de F1, o inglês demonstrou também se preocupar com os jovens adversários do grid e tem tomado atitudes que, certamente, irão perdurar por muito tempo e que mostram sua clara preocupação em fazer o esporte um ambiente acolhedor.

O final de semana do GP da Emília-Romanha, segunda etapa da temporada 2021, marcou uma montanha-russa de emoções para os pilotos. No sábado, na classificação, Lando Norris fez uma volta voadora no Q3 e saltou para o segundo posto do grid. Entretanto, o inglês excedeu os limites de pista, teve o giro deletado e alinhou apenas em sétimo para a corrida do domingo.

Hamilton logo tratou de aparecer na publicação de Lando e escreveu que “ninguém pode te derrubar por dar o seu máximo. Incrível volta, é ótimo ver você e a equipe brilharem. Siga em frente, vamos correr”. E o comentário parece ter surtido efeito, pois no domingo, Norris não só brigou com o adversário da Mercedes como cruzou a linha de chegada na terceira colocação, seu segundo pódio na F1. Os dois chegaram a se abraçar após a corrida.

Quem também teve um aconselhamento do ‘coach’ Hamilton foi George Russell. Na prova em Ímola, o inglês se envolveu em um acidente com Valtteri Bottas que causou o abandono de ambos. Após o incidente, o titular da Williams foi até o finlandês, os ânimos se exaltaram, rolou dedo do meio, tapa no capacete e fortes declarações. Até Toto Wolff se intrometeu na discussão.

Chegou a segunda-feira e Russell fez uma postagem em suas redes sociais se desculpando por toda a situação. Entre as coisas que escreveu, o competidor pontuou que “depois de ter tempo de refletir, deveria ter lidado melhor com a situação. Peço desculpas para Valtteri, minha equipe e a todos que foram atingidos por minhas emoções. Não é quem sou e espero mais de mim mesmo”.

E mais uma vez Lewis entrou em ação. Mostrando apoio ao outro conterrâneo, escreveu que “força vem da vulnerabilidade. Se você não cometer o erro, nunca pode aprender a lição. Respeito por assumir a responsabilidade. Vamos para a próxima”.

Não é de hoje que Hamilton usa sua voz e suas plataformas para tentar promover a mudança, inclusão e igualdade no esporte a motor. O piloto tem ganhado muita atenção por seus protestos como o Vidas Negras Importam e suas camisetas com frases, além de sempre mostrar preocupação com o meio ambiente e já disse ter adotado medidas para diminuir sua produção de lixo.

A postura que agora assumiu com os jovens competidores do grid – Russell tem 23 anos e Norris, 21, enquanto Lewis tem 36 -, deixa clara também a diferença que quer fazer com a futura geração de pilotos. Quase como um pai para os jovens, trouxe palavras de apoio e ânimo, algo nem sempre tão comum no automobilismo.

O heptacampeão caminha a passos largos para ser o maior da F1 – na frieza dos números, pois a discussão sempre vai trazer debates. Mas ser apenas um grande piloto não parece ser suficiente para o inglês que, com suas atitudes, tem deixado uma profunda marca no grid e que certamente vai durar por muitos e muitos anos.

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