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Religião

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Hospitalidade!

No evangelho de hoje, da memória do apóstolo São Barnabé, Jesus deixou várias recomendações aos discípulos.

Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

É interessante a intuição da poetiza polonesa Wisława Szymborska: «peço perdão às grandes perguntas pelas pequenas respostas que dei!». Um mundo em transformação coloca questões novas, visões novas, estruturas novas. O perigo que corremos é de permanecer apegado as respostas de perguntas que ninguém mais faz.

No evangelho de hoje, da memória do apóstolo São Barnabé, Jesus deixou várias recomendações aos discípulos. Dentre elas, gostaria de destacar uma: «hospedai-vos com eles!» (Mt 10,7-13). Jesus insistia que o Reino de Deus deveria ser vivido, construído e anunciado em chave missionária. É recorrente, de fato, a imagem do caminho, das estradas, das casas. O Reino é descentralização. Há aqui dentro a dimensão da hospitalidade!

A palavra hospitalidade carrega na mesma base linguística outras como hospital, hotel, hostel que estão muito relacionadas a acolhida, ao cuidado, ao afeto, a atenção e, especialmente, a escuta. A hospitalidade é ampliar os lugares de acesso do outro! O fechamento é a maior contradição de quem é seguidor de Jesus. Aliás, o perigo que caminha bem perto da hospitalidade é a hostilidade, tornar o outro um desconhecido, um invisível, um inimigo público. Tanto a hospitalidade quanto a hostilidade também podem ser formas de vida interior, de como nos relacionamos conosco mesmos.

A hospitalidade é um convite a proximidade! Jesus enviava seus discípulos a serem próximos, misturarem-se com todas as contradições do mundo e, de dentro, serem um sinal de esperança. Essa é a forma mais profunda de reconstruir as perguntas e as respostas que partilhamos. Quando parece que não faz sentido, é porque falta banho de proximidade e a única forma é escancarar as portas e as janelas para que tudo seja mais hospitalidade do que hostilidade.

Pe. Maicon A. Malacarne

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