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Cultura

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Locadoras de filmes perdem terreno e lutam contra a extinção do segmento

Dirigente ressalta que segmento pode chegar ao fim, mas que ainda há uma parcela de público, o qual considera "fiel"

Por: Paloma Mocellin
Fotos: Arquivo

Sucesso nas décadas de 1990 e 2000, as vídeolocadoras estão cada vez mais escassas. Nos últimos anos, é evidente a queda no movimento. Esse ramo do comércio está quase em extinção, uma vez que os proprietários não encontram mais saídas para atrair clientes. Em Erechim a comunidade conta com apenas duas locadoras em funcionamento.

De acordo com a proprietária da Hobby Vídeo Locadora, Rose Dalla Vechia Bressanelli, locar filmes foi febre em décadas passadas, assim como muitos outros negócios que antes eram movimentados e hoje já perderam o espaço para o avanço da tecnologia. “Assim como a máquina de escrever, os discos de vinil, os filmes fotográficos e os próprios cds que faziam parte do cotidiano das famílias, hoje já foram substituídos por muitas outras novidades do mercado”, explica.

Segundo Rose, hoje as vídeolocadoras estão reduzidas na cidade devido a evolução tecnológica, mas também em virtude da crise econômica. “Temos aquele público que gosta de vir à locadora. Gosta de uma boa indicação, de discutir sobre filmes já vistos, ou de um filme com uma boa qualidade, como os filmes europeus, clássicos, épicos e no formato blu-ray e blu-ray 3D”, pontua. “Mas a dificuldade está em todos os setores, estamos nos adequando sendo uma empresa familiar, o que não gera gastos extremos”, completa.

Em entrevista ao Jornal Atmosfera, o tesoureiro da Associação Gaúcha de Vídeo Locadora, Régis Reginato Russkowiski, que trabalha hoje com 15 locadoras integradas na associação, salienta que a diminuição de público já está acontecendo há cerca de cinco anos. “Os três principais pontos que vieram a reduzir as locações de filmes foram, as TVs a cabo, o Netflix e a própria pirataria que já vem de anos. Hoje temos uma queda de 30% ao ano, sendo que nos últimos cinco passamos de 50%”.

De acordo com Régis os negócios devem chegar ao fim assim como fecharam muitas lojas de cds e outros segmentos. “Quem tem poucas despesas ainda continua. Mas hoje em dia o público fiel é o mais velho que gosta de clássicos, de filmes em boa qualidade enfim, até os mais velos não entrarem na massa da internet nós continuamos tentando sobreviver”, brinca.

Regis ainda comenta que grande parte do publico é escolar e que as escolas buscam muito material para as aulas. “Professores, alunos buscam muito material para as aulas. Mas um ponto importante são as distribuidoras, que demoram demais para repassar os filmes. Então o que acontece é que o lançamento sai no cinema e a locadora recebe depois de muito tempo, neste caso todo mundo já assistiu. Isso no prejudica bastante”, reforça o também proprietário de uma locadora.

Mas ainda tem os jovens que se consideram fieis a locação de filmes. Natalia De Barros é uma delas. A jovem diz que para ela estar na locadora entre os filmes é uma sensação muito boa. “Ainda frequento, por que gosto da sensação de estar em meio a tantos filmes. Para mim ir à locadora e retirar um, é como comprar um livro ao invés de baixá-lo pela internet”.

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