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Religião

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Maximiliano Maria Kolbe e o estilo da compaixão!

Pedro perguntou, no evangelho de hoje, sobre a quantidade de vezes que se devia perdoar: «até sete vezes?» E escutou de Jesus: «até setenta vezes sete» (Mt 18,21-19,1). Ou seja, sempre e mais um pouco!

Por: Pe. Maicon A. Malacarne
Fotos: Reprodução

Um dos testemunhos mais luminosos de compaixão, dentro do campo de concentração de Auschwitz, foi de São Maximiliano Maria Kolbe, cuja memória a Igreja celebra hoje! O padre polonês foi preso em 1941 e partilhou o destino de sofrimento de muitos prisioneiros. O episódio mais conhecido da sua história data julho de 1941, quando um dos prisioneiros fugiu e, como castigo, a ‘lei do campo’ escolhia dez presos para morrer de fome. Um dos escolhidos era Franciszek Gajowniczek, pai de família que, quando ouviu seu nome, começou chorar por causa dos filhos.

O Pe. Kolbe, então, se ofereceu para ir no lugar daquele pai. Por ser um padre, logo a guarda acolheu o pedido. Os dez presos sobreviveram 14 dias e, em 14 de agosto, para apressar a morte daqueles que os guardas encontravam sempre rezando, decidiram matá-los com uma injeção de fenol. Assim também morreu Maximiliano! O seu testemunho de liberdade, de compaixão, de entrega é o ressoar de quem assumiu radicalmente a Páscoa e o amor de Jesus Cristo e transformou o evangelho em vida.

A compaixão pertence a gramática do perdão que nunca é um momento, um gesto, uma mágica, mas sempre um caminho a ser feito. Ninguém perdoa de uma hora para outra. Ninguém se sente perdoado de uma hora para outra. Pedro perguntou, no evangelho de hoje, sobre a quantidade de vezes que se devia perdoar: «até sete vezes?» E escutou de Jesus: «até setenta vezes sete» (Mt 18,21-19,1). Ou seja, sempre e mais um pouco!

O perdão e a compaixão estão sempre amarrados. A compaixão ajuda a compreender que o outro pode errar. O perdão abre ainda mais espaço para uma vida compassiva. Perdoar, em tempo de ódio, é um gesto milagroso e abre estrada para uma humanidade reconciliada!

Um mundo de irmãos tem o selo da compaixão, da consolação, o perdão que restaura todas as coisas!

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