divdiv
PUBLICIDADE

Agronegócio

Publicidade

Trigo segue com melhor relação de troca desde 2013

FecoAgro/RS atualizou levantamento de custos de produção para hectare de trigo no Estado, para quem segue a janela de plantio a partir de junho

Por: Novo Rural
Fotos: Gracieli Verde/Arquivo Novo Rural

Após o primeiro levantamento de custos de produção de grãos feito em maio, nesta segunda-feira, dia 14, a FecoAgro/RS voltou a atualizar os dados relacionados ao trigo, por meio de coletiva de imprensa virtual. Os números consideram a janela de plantio a partir de 1º de junho e uma produtividade média de 60 sacas por hectare. 

Para pagar o custo total de um hectare, o produtor precisa investir R$ 4.305,00, representando percentual de 31,74% de aumento. Considerando o desembolso do produtor, este fica na casa dos R$ 3.187,03, mostrando também um incremento de 32,48%. “Isso tudo é gerado por um incremento nos valores dos insumos em geral”, pontua o consultor técnico Tarcísio Minetto, da FecoAgro/RS. 

Para cobrir essas despesas, quando se refere ao custo total, o produtor precisa produzir pelo menos 51,25 sacas por hectare, -16/88% em relação ao ano anterior. Já para o cobrir o custo operacional, é preciso de 37,94 sacas/hectare (-16,41%). “Tivemos uma melhoria considerável na relação de troca, se mantendo como a mais competitiva desde 2013”, ressalta Minetto. Para isso, se levou em conta o preço médio do trigo de R$ 84,00 por saca em 1º de junho de 2021.

Em relação ao preço, se comparada a cotação de junho de 2020 com a de junho de 2021, o aumento é de 58%. Segundo o presidente da entidade, Paulo Pires, a demanda pelo trigo deve se manter em alta, tendo em vista a necessidade do produto também para alimentação animal, o que pode segurar os preços em patamares elevados. 

– Vender para este mercado tem sido mais atrativo do que exportar – revela.

Em 2020, o RS teve 953 mil hectares de trigo cultivados, com um aumento de 26% em relação a 2019. Para este ano de 2021, espera-se 1,1 milhão de hectares. A maior área já cultivada no Estado foi registrada em 1980, com 1,3 milhão de hectares, segundo a entidade. 

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE