ARTIGO: Aumentar impostos não é a solução
A situação já é adversa: os juros estão em plena escalada, assim como a inflação e o desemprego. Subir os tributos será mais um balde de água fria na economia.
Sérgio Turra
O Rio Grande do Sul passa por uma grave crise financeira, que requer um enfrentamento sério, objetivo e firme. Isso é indiscutível. Todavia, as medidas para atacar esse problema não podem gerar mais sacrifícios à população. E essa será a consequência do aumento do ICMS. Em um período de retração, a elevação de impostos será mais uma dura pena para quem empreende.
A situação já é adversa: os juros estão em plena escalada, assim como a inflação e o desemprego. Subir os tributos será mais um balde de água fria na economia. Para as empresas, o reflexo é previsível: investimentos deixarão de ser realizados e os prejuízos crescerão. E isso chegará ao trabalhador. Em resumo, o potencial destrutivo é enorme. E o tiro, por mais bem-intencionado que seja, sairá pela culatra.
Ora, o que precisamos agora é justamente o contrário: mais incentivos a quem faz a roda da economia girar. As nações mais desenvolvidas são aquelas em que as pessoas são mais livres para empreender, gerar emprego e renda. Com isso, mais negócios acontecem, movimentando o mercado e elevando, de forma orgânica, a arrecadação para os governos.
O momento também é propício para debates sobre questões estruturais. Temos um Estado gigantesco, que avança sobre setores em que não deveria estar e se mostra insuficiente no que é essencial. Portanto, precisamos reduzir a máquina pública, fazendo privatizações e estabelecendo parcerias público-privadas.
Ou seja: há outras medidas para que o Rio Grande do Sul retome a via do desenvolvimento. De fato, a crise que atravessamos é profunda e levará tempo para ser superada. Mas a solução para ela não passa pelo aumento dos impostos.
*Deputado estadual, líder do Partido Progressista na Assembleia Legislativa e vice-presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Abastecimento