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Artigo: Pátria amada Brasil!

Confira artigo enviado por Jackson Arpini

Por: Da Redação

Jackson Luis Arpini

Cirurgião dentista

Estamos vivenciando, lamentavelmente, episódios que estarrecem os filhos da Pátria amada Brasil. Assistimos, escutamos, lemos e acompanhamos, pelo poderio das redes sociais, o esquartejamento da Nação brasileira que permeia, subsidiada por inúmeras denúncias e delações, por todas as artérias do território.

Notícias invadem nossos lares e despejam, com significativa clareza, que para estar no poder, atrelado a ele, ou próximo dele, não há limites que consigam frear essa investidura gananciosa de agentes públicos e privados. Os palácios republicanos e empresas se tornaram, face aos fatos, palcos de tratativas inexplicáveis, e os principais personagens, rotineiramente, entram em cena.

Prisões, propinas, depoimentos, denúncias, delações premiadas, escutas telefônicas, pedidos de impeachment e decisões judiciais são pautas corriqueiras do cenário atual. As bandeiras, das mais variadas cores, estão arriadas porque, a cada nova “Operação” – nomenclatura muito utilizada nos dias modernos -, o esquartejamento avança atingindo outras figuras e matizes e, infelizmente, sangra a Pátria.

Uma geração de brasileiros, filhos da Nação, assiste aterrorizada aos fatos que elevam a Pátria amada Brasil a dominar, com requinte de exclusividade, os espaços nobres dos principais órgãos de imprensa. Um exemplo triste para os filhos da Pátria amada Brasil. Uma cicatriz. Para os mais tenros, uma triste tatuagem.

Os donos dos poderosíssimos conglomerados, que outrora adentravam nos palácios sob os tapetes,  estão atrás das grades há meses e, sob o triunfo da deusa Têmis, personificada de olhos vendados e com a balança na mão, muitos já foram condenados. Algo, talvez, impensável em outros tempos. Os porões das grandes empresas casados aos cantos obscuros da República, e vice e versa, escondem uma rede de corrupção que drenava – ou drena – recursos desmensurados para financiar campanhas eleitorais e, ainda, para saciar a gula dos insaciáveis – se é possível ser saciada.

Os que antes subiam a rampa do Palácio do Planalto, investidos de enorme autoridade, agora, para abrandar seus feitos e, através do benefício jurídico da delação premiada, relatam as estratégias, artimanhas, esquemas, comparsas e falcatruas utilizadas para desviar dinheiro e, com isso, abastecer o poderoso e gigantesco aqueduto da devassidão. O aqueduto percorre o solo que irriga a política brasileira e, a cada relato, mais e mais envolvidos. Por fim, alguns, para sobreviver, assinam acordos de leniência.

Uma geração indignada foi às ruas protestar agasalhada no direito de liberdade e expressão. Milhares. Milhões de filhos da Pátria amada Brasil ergueram cartazes, em suma, pelo fim da corrupção e punibilidade dos, supostamente, culpados. Em síntese, nada mais do que mudanças.

A Pátria amada Brasil está inerte. Aumento da infração, deficit orçamentário na cifra dos bilhões de reais, desemprego em linha ascendente, crise política e institucional, e assim por diante. Congresso Nacional fragilizado, base governamental estraçalhada, agenda política e econômica sem rumo e debates focados, predominantemente, em agressões verbais aqui, ali e acolá. Não se ouve, ou pouco se escuta, estratégias para conter a hemorragia que sangra veemente o país. Estamos em crise, ou alguém ainda não sabe?

Nesta triste contextualização de pleno conhecimento público, até prova em contrário, algo me chama a atenção. Por incrível que pareça, quiçá irônico, o subterfúgio válido e reiteradas vezes bradado é que “ninguém sabe de nada”.

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