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Artigo: musculação x intensidade

Confira artigo de Juliano Gross da Costa, Personal Trainer

Por: Da Redação

Juliano Gross da Costa
Personal Trainer
CREF2/RS 6996

O trabalho resistido com pesos (musculação) teve suas primeiras evidências explícitas na década de 80, com atletas que a utilizavam para desenvolver corpos musculosos, o chamado “fisiculturismo”. Este trabalho, por muito tempo foi considerado uma forma de treinamento extremamente exaustivo, perigoso e por muitas vezes associado ao uso de esteróides anabólicos.

Com a evolução dos estudos científicos e o aprimoramento das técnicas de execução, a musculação se tornou parte indispensável na preparação de atletas de diversas modalidades esportivas, vindo a se tornar uma das principais práticas de exercício desenvolvidas em academias por diversos tipos de públicos.

Evidências atuais mostram que o treinamento de musculação traz melhorias ao corpo, aumento de massa muscular, melhorias na postura, manutenção da densidade mineral óssea, menos sobrecargas articulares nos afazeres diários, melhora de condicionamento físico, redução de colesterol, controle glicêmico, melhor regulação hormonal, maior gasto calórico e, consequentemente, subsidiando o emagrecimento.

A alta intensidade de aplicação da musculação tem se mostrado mais eficiente que os métodos mais conservadores no quesito resultados, principalmente quando estes são a hipertrofia muscular (ganho de massa muscular), sendo para confirmar esta afirmação existem inúmeras publicações científicas em renomados periódicos internacionais e nacionais.

O hormônio do crescimento (GH) é um dos principais hormônios responsáveis pela hipertrofia muscular, tanto em homens quanto em mulheres. O GH atinge seus picos durante o sono na fase R.E.M (do inglês, “movimento rápido dos olhos” – sono pesado) e estudos comprovam que há maior liberação do hormônio logo ao término dos exercícios de alta intensidade. Assim também acontece com a testosterona, também presente no organismo da mulher, porém em quantidade até 15 vezes inferior que no homem.

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Atenção: Não confunda alta intensidade com carga elevada. Nem toda alta intensidade necessariamente se faz com uma grande carga mobilizada, mas sim com protocolos de aplicações específicos, que profissionais na área de treinamento saberão reproduzir. Estes novos conceitos de musculação garantem ótimos resultados sem que haja uma sobrecarga articular desnecessária aos praticantes, conseguindo levá-los próximo da exaustão muscular com um nível elevado de segurança. Os protocolos aplicados baseiam-se em algumas variáveis de treinamento: tipo de exercício, velocidade de execução, intervalo de recuperação, amplitude de movimento, carga mobilizada, volume de treinamento, frequência semanal, capacidade técnica e física de cada indivíduo.

De forma alguma as metodologias avançadas que visam a alta intensidade de treinamento devem ser aplicadas a pessoas destreinadas, iniciantes, pessoas com distúrbios musculoesqueléticos ou restrições médicas em geral, sem prévia análise.

Muito cuidado ao reproduzir exercícios vistos na internet! Em caso de dúvidas, converse com o seu treinador. Ele certamente poderá lhe orientar quanto à execução e aplicação de tais técnicas, dando a você uma boa margem de segurança, afinal, seu corpo e sua saúde merecem todo o cuidado!

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