O marketing político e a comunicação de governo
O marketing político, ciência ainda recente em nosso país, vem ganhando maior importância ao longo dos anos, diante da necessidade de se comunicar de forma eficiente. Se por um lado já é complexo compreender o que é o marketing em sua essência, visto que a maioria das pessoas confundem com publicidade, o marketing político é […]
O marketing político, ciência ainda recente em nosso país, vem ganhando maior importância ao longo dos anos, diante da necessidade de se comunicar de forma eficiente.
Se por um lado já é complexo compreender o que é o marketing em sua essência, visto que a maioria das pessoas confundem com publicidade, o marketing político é mais abrangente, dinâmico e requer, além de um bom planejamento de marketing, o conhecimento e domínio da política e seus meandros.
Se observarmos, muitos dos quais se aventuram pelo marketing político sem conhecimento, ainda que tácito, da política, buscam transformar o candidato ou a pessoa pública em um produto ao qual ele não corresponde. Porque neste contexto não é preciso vender um produto, uma ideia, ou uma marca, mas apresentar o perfil do ser humano, o que de fato ele é, como ele pensa e quais seus objetivos para o coletivo da sociedade. Primeiro, é preciso conhecer profundamente o seu candidato ou gestor.
Após o período eleitoral, com a posse, vem as maiores responsabilidades do gestor eleito. Formar sua equipe, montar as estratégias de governo, ações da administração pública e uma infinidade de compromissos.
Nada menos importante, mas necessário, é publicitar, comunicar estas ações de forma estratégica, com um plano de comunicação e um mix de marketing político e de gestão, que unifique o discurso e a ação do governo. Isto, engloba-se também, a boa comunicação na realização de atos oficiais e públicos, eventos culturais, esportivos e sociais que levam o nome do governo.
A gestão pública precisa ter cara, ter uma marca, e a comunicação precisa explicitar esta cara, esta marca, em sua essência, desde os releases de notícias até ao outdoor.
Os governos atuais ganharam diversos e novos elementos na comunicação, para muitos é um aliado se aplicado de forma correta, para outros um desastre: a internet, as redes e mídias sociais.
A comunicação mudou, o mundo está conectado 24 horas. Os acontecimentos e a espera de respostas por parte do eleitor e cidadão deve acontecer de forma instantânea.
A internet aproximou os eleitores e permitiu que a conexão com o político o tempo todo, questionando suas ações, exigindo respostas e posicionamentos que antes não eram necessários. O juízo de valor feito na política antiga dependia muito do período eleitoral e da mídia tradicional, hoje está muito mais relacionado aos canais próprios e a comunicação extemporânea à campanha.
Os governos e gestores com perfis públicos nas redes sociais, devem contar com uma equipe e profissionais para corresponderem a estas demandas ou estará fadado ao fracasso. Muita atenção para a internet, ela está sendo, cada vez mais, a fiel balança da opinião pública.
Comunicar o mandato não é o mesmo que informar. É preciso impactar, agregar valor e ajustar a informação com viés publicitário. Fotos posadas de visitas ao gabinete ou qualquer coisa similar interessam a pouquíssimas pessoas. É preciso criar uma narrativa envolvente.
Pergunte-se, o seu governo está envolvente?
Os governos, assim como na eleição, precisam de profissionais qualificados a esta missão de comunicar, de forma estratégica, aliando-se ao mix de possibilidades de levar sua mensagem a população.
O sucesso de um governo depende de uma boa comunicação.
Adriel Ferreira
Jornalista