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ARTIGO: Contra o desmonte do programa Mais Médicos

Altemir Tortelli Deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da AL-RS O programa Mais Médicos para o Brasil tem sido desmontado sorrateiramente desde que a presidenta Dilma Rousseff teve a presidência usurpada por Michel Temer. Com o congelamento das despesas primárias por vinte anos, retirando dinheiro de várias áreas essenciais, inclusive […]

Por: Da Redação

Altemir Tortelli

Deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da AL-RS

O programa Mais Médicos para o Brasil tem sido desmontado sorrateiramente desde que a presidenta Dilma Rousseff teve a presidência usurpada por Michel Temer. Com o congelamento das despesas primárias por vinte anos, retirando dinheiro de várias áreas essenciais, inclusive da saúde, em apenas um ano cerca de 10 milhões de pessoas já deixaram de ser atendidas, uma vez que o número de médicos diminui em quase quatro mil.

O programa foi criado em 2013 com o propósito de enfrentar a desigualdade social e como forma de universalizar o acesso à saúde. Naquele ano, o país tinha uma média de 1,1 profissional de saúde para cada mil habitantes, portanto era necessário repensar os serviços que eram distribuídos de forma desigual na sociedade. Paralelamente, os municípios e os usuários do SUS lutavam por mais investimentos para a área.

Durante o governo Dilma, mais de 18 mil novos médicos passaram a atender a população em cerca de quatro mil municípios e 34 distritos indígenas. No Rio Grande do Sul, com a expansão e surgimento de novos cursos de medicina na Universidade Federal da Fronteira Sul, em Passo Fundo, e nas universidades comunitários de Erechim, Ijuí, São Leopoldo e Novo Hamburgo, está havendo um incremento na oferta de vagas para novos profissionais.

Em seu auge, mais de 63 milhões de brasileiros passaram a ter acesso aos serviços médicos, que através de pesquisa de satisfação com 14 mil usuários e 200 gestores municipais obtiveram nota nove, sendo que 55% dos entrevistados deram nota máxima ao Mais Médicos. Entre os principais motivos estão a fixação de médicos em áreas de difícil acesso, o atendimento mais humano e a maior resolutividade das queixas dos pacientes.

Porém, após o golpe, o programa Mais Médicos está sendo diminuído gradativamente. Os dados não são mais disponibilizados abertamente e falta transparência ao programa. Os mais de R$ 3,3 bilhões que antes estavam assegurados para garantir custeio do programa, agora podem ser realocado para outras finalidades. Dessa forma, denuncio e repudio o desmonte do Mais Médicos pelo governo ilegítimo de Temer. Junto com a presidenta Dilma Rousseff, que participou de uma audiência pública para tratar do tema nesta semana na Assembleia Legislativa, vamos fazer vigilância em defesa do programa. Convido a sociedade gaúcha a participar dos debates que promoveremos no segundo semestre deste ano, quando lançaremos a Frente Parlamentar e Social em Defesa do Programa Mais Médicos.

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